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Ver Versão Completa : Como criticar notas, dinâmica e força sem conhecer teoria musical?



thereizein
05-02-14, 22:58
Esta é uma questão que realmente me incomoda.

Poucas são as pessoas que entendem de música, na sua essência e teoria, e menos são ainda àquelas com o treinamento e dom do "ouvido absoluto ou relativo".
Se isto é verdade, como criticar dinâmica e notas?
Digo isto pois é o que mais leio, e me sinto incomodado. Sei o quanto é difícil compreender a teoria pois tento estudá-la e sem disciplina e treino, uma partitura ou o senso de "allegro molto" não passam de borrões em um papel.

Por que dizer que "os graves estão frouxos", se na maioria da vezes, o ser em questão nunca regulou e tocou em um baixo?

Não existe maneira de falar em THD sem conhecer a diferença (se é que é trivial) entre um Lá (440 Hz) ou um Si (~495 Hz).

A teoria, extensa, tensa, matemática e objetiva existe e está aí para apoiar todos aqueles com interesse em entender sobre harmonia e melodia. Seja por interesse em composição ou compreensão, seja para aprimorar aquilo que escuta.
Porém, tudo isto que existe e é importantíssimo, na minha concepção, acaba sendo substituído por adjetivos subjetivos. "refinamento", "ardido", "não está correto", "firmeza", etc.

Eu gostaria de entender mais...sobre música. E isto dá muito trabalho. Muito mais do que se basear em um magro dicionário de termos compartilhado pela irmandade.

Uma das coisas que me faz sentir bem é quando vejo um músico, de facto, compartilhando opinião e experiência, em um ambiente coberto pela feitiçaria.

[é o que tenho para começar uma discussão].

VTR
05-02-14, 23:45
Pois vc está certissimo: as pessoas usam expressões e palavras de áreas que não dominam como se fossem versados doutores naquelas...

Como comentar, criticar eletroeletronica (p.ex.) sem conhecer pelo menos os rudimentos das 2 áreas??

Quer um exemplo desse comportamento?
O uso mais que prostituído da palavra paradigma...

Ela serve prá qq coisa, qq besteira que se queira comunicar "hj soldei um paradigma novo, importado, no circuito, com solda de prata..." ou "precisamos rever o paradigma desse amplificadores"...
Mas a mensagem adquire um ar de erudição profundo...
Dureza.

Não sou músico mas fico bem irritado com a dinamica: normalmente o audiófilo verdinho afirma que aquela música gravada, em nível altíssimo, tem uma senhora dinamica!
Tal e qual as modernas remasterizações de discos muito populares, como é a moda atualmente, compressor no talo!

Quando exatamente o oposto é o que está ocorrendo: dinamica zero...

E reparei: desde que lançaram aquela tal revista nacional de audio e video essas bobagens escritas, assinadas e comentadas tomaram uma força nunca vista antes.
Um amontoado de expressões ridículas, que são repetidas pelos hobbystas com toda a pompa, no meio da turma de seus iguais, tb despreparados para a real apreciação do tema.

Não consigo esquecer o que escreveu o editor da revistinha que "a caixa por ele analisada era soberbamente construída em MDF de alta densidade..."

Encerrando.

thereizein
06-02-14, 17:17
VTR, agradeço pelo comentário.
Em cada hobby, cada um faz o que gosta, pois é lazer. Uma pessoa pode muito bem me falar que "gosta de ficar fazendo essas divagações com palavras pomposas" pois isto faz parte do hobby.
Eu concordo que faz, e se a pessoa se sente bem, ela que faça mesmo.
Porém, isso não é música, é análise técnica [com a mesma tecnicidade que muitos dizem odiar, preferindo sons mais "musicais"].

Vejo que é muito mais próximo da música apreciar as escalas e harmonia do que se o grave é frouxo ou não.

Vejo também muitos falando de "decaimento incorreto"...sem ter noção de compasso ou de como o instrumento se comporta.

Dinâmica, para um instrumentista, [no meu entender] é como o instrumento reage às ações do executadas [bem longe do conceito de "dynamic range" difundido].

Um dos comentários mais inteligentes que ouvi foi de meu ex professor de guitarra meu ao explicar uma escala.
Falavamos do Joe Satriani e ele colocou o seguinte, quando repassava comigo o Mixolídio: Veja que nas músicas dele ele explora muito essa escala. E para fixar o estilo, e o som característico, muitas das notas que tem maior duração "pousam" na nota característica da escala...que é a quarta aumentada [se eu não me engano].

Caramba...isso é animal. Tem muita informação nesse comentário.

De comentários assim, e com o conhecimento, podem derivar muitos outros.
THD, entendo eu, total harmonic distortion, como sendo a má interpretação do amplificador para com frequências. Ou seja, se era pra ser 550Hz, o amplificador "amplifica" e acaba dando algo diferente.
Penso ser difícil identificar 1 nota desafinada (pois será muito pouca coisa)...mas no contexto de uma escalas, a pessoa pode perceber que o conjunto parece apresentar algo estranho..que não está afinado.

Esses desvios da música não são maldição exclusiva da audiofilia. Na própria música existe. Em forums de guitarra, existe muito mais discussão quanto a equipamentos (principalmente pedais) do que sobre música, teoria e prática.
Assim, muitas vezes o guitarrista perde mais tempo "timbrando" o instrumento com pedais e amplificador, do que estudando para evoluir como guitarrista.

Penso que audiófilos seriam melhores entendendo mais de música, como é feita e sua história, do que inventando termos para descrever devaneios ou loucuras.

Eduardo
06-02-14, 17:52
Excelente abordagem, e concordo com o que vocês disseram.

Mas, um detalhe, se não for mais um de seus exageros, o editor daquela revista se diz conhecedor de música por ter gravado alguns discos. Pode até ser, mas que realmente lemos bobagens demais, isso lemos.

Teve um leitor do hi-fi planet que tem a coleção completa da revista, e ele fez uma coletânea muito engraçada. Já li algumas vezes e sempre me divirto com o que leio ali. Mas, são afirmações das mais absurdas, muitas totalmente contraditórias e outras que realmente passam longe de quem afirma conhecer bem a teoria musical e a sua prática.

Em uma destas passagens, o editor comenta que o CD nunca foi um exemplo de equilíbrio tonal ou de realismo, que isso é um privilégio dos discos de vinil.
Em outra oportunidade eles diz que utiliza CDs nas avaliações, e que alguns são exemplos de precisão de equilíbrio tonal e realismo.
Em outra passagem ele afirma que o SACD está anos a luz a frente do CD em termos de resolução, preservação de detalhes e outras características. Em outra passagem afirma que prefere os CDs, pois o SACD não é tão superior assim.

Ou seja, fica realmente difícil estabelecer que o simples conhecimento da teoria e da prática musical torne alguém capaz de avaliar algum equipamento, e agora?
Porque razão isso ocorre? Será que estamos errados neste tópico ou são "paradigmas" (olha aí Ricardo...) que "nós ignorantes frequentadores de fóruns da internet" (como agora somos chamados) não podemos compreender com as nossas limitações? :verde&:

CristianoLO
08-02-14, 11:26
Muito interessante o tópico
Me lembrou uma discussão que tive com um amigo que insistia em dizer que um bumbo DEVE soar "buuum" (alongado) e não "bum" (curto)
Indaguei ele quanto aos tamanhos diferentes de bumbo (16~22"), afinação, distância do microfone, acústica, definição estéticas que o músico ou produtor busca, mas não teve jeito, bumbo tem que fazer "buuum", sem nem um "u" a menos rsrsrs
Ainda, alguns conceitos são bem fáceis de se entender, uma passada por uma banda de garagem na adolescência ja ajuda, outros não, só estudando mesmo

FelipeRolim
08-02-14, 11:46
Graças a Deus na minha infância e adolescência tive muito contato com música. Estudei piano por anos, depois peguei violão, guitarra, bateria, gaita, sempre ligado à teoria da música.

Isso ajuda muito, mas, na minha opinião, não é substancial, até porque, de um lado, tem meu conhecimento teórico e prático com meus instrumentos. De outro, tem a engenharia da gravação (ambiente, acústica, época, equalização), outros instrumentos (características sonoras de cada um, como, por exemplo, Gibson Les Paul vs. Fender Stratocaster), às vezes outras afinações e até mesmo outros encordamentos (quem toca sabe que Elixir soa diferente de D'Addario, por exemplo).

As mídias são, em sua maioria, mascaradas. Não é a mesma coisa de uma roda de viola, em que tudo ao vivo e natural. É tratado. Some-se a isso diferentes assinaturas de caixas e eletrônicos, diferentes ressonâncias das madeiras usadas em violão, por exemplo (Crafter e Yamaha, na minha opinião, tem as melhores madeiras).

Veja, como base, o exemplo do meu amigo thereizein: "Por que dizer que "os graves estão frouxos", se na maioria da vezes, o ser em questão nunca regulou e tocou em um baixo?"

Tenho um Strinberg série especial em casa, 4 cordas, mas muito ajustado. Eu gosto das cordas meio soltas, que chegam a "trastejar" quando toco. Isso, na minha opinião, bem ajustado no tensor e na ponte, traz mais maciez no grave de Mi e Lá, mas consegue trazer força e pegada na Ré e Sol, para tocar um Red Hot, por exemplo, rsrs. Meu irmão já gosta, no baixo dele, de tensionar um pouco mais as cordas, deixando-as um pouco mais altas no baixo e mais firmes na batida.

Isso não faz um estar correto e outro errado, de modo que são conceitos não aplicáveis ao sistema de som.

Pode-se afinar um piano para que soe exatamente como numa música 1 do CD X, mas se colocar a música 3 do CD Y, pode ser que soe totalmente diferente. Isso pode ocorrer em razão do tratamento do CD, da madeira do piano, da idade do piano, da qualidade do piano, etc.. Importante, neste caso, será a essência das notas.

Veja o exemplo da dinâmica do VTR. Eu acho que a música Patience dos Guns N' Roses tem uma excelente dinâmica, embora com gravação relaxada (foi feita propositalmente assim). Tem gente que discorda totalmente.

A pegada, o controle, a definição, o decaimento, o palco sonoro, são conceitos que você um dia lê em algum lugar e começa a se atentar, mas que aprende sozinho, com o tempo, a construir e a avaliar, no seu set, não no set dos outros. É com ele que se convive por horas diárias. Assim, no seu set, se um dia trocar um cabo de interconexão e achar que a sensação é que as caixas se distanciaram uma da outra, pode dizer que o palco se alargou, e vice-versa. O mesmo se aplica à profundidade do palco. Isso não faz esse conceito errado (esse é o meu, rsrs).

Por isso que o melhor caminho e fazer upgrades concretos e estudá-los com profundidade e tempo, para avaliar todos os seus detalhes. Assim é possível melhorar o set dia a dia. Quem atropela os upgrades e compra muito se perde nesse caminho.

É assunto muito gostoso esse, abrangente e, na minha opinião, admite as mais diversas opiniões.

Abraço!

thereizein
10-02-14, 13:52
Temos muitas coisas a conversar.

Felipe, essa sua experiência com música vem muito a calhar.
Veja que se por um lado é possível entender que uma gravação "não está tocando direito", e entender possíveis motivos (conhecimento de música e de instrumentos) e discorrer utilizando os adjetivos subjetivos desse meio, é bem diferente do que só usar os adjetivos subjetivos sem saber exatamente o motivo.

Aqui é importante separar:
- Análise comparativa: "Eu fui em uma sala e comparado com esta, a primeira gerou uma experiência melhor".
Isso é uma coisa complicada, pois acaba envolvendo as preferências de cada um. Alguém sério e com muita experiência pode ter opiniões que convergem com àquelas de outra pessoa que conhece bem de instrumentos e de música. Penso eu.

- O outro lado , são pessoas (músicos por exemplo) que, ao passo que tocam, vão a concertos e conhecem muito bem as propostas de determinado estilo ou instrumento, estas, muitas vezes, não tenham sistema de audio bem regulados ou sofisticados.
Consigo pensar em algumas pessoas que poderiam escutar um sistema bem regulado, tocando relativamente bem, e considerem tudo muito bom. E essas mesmas pessoas considerariam outro sistema, mais bem regulado e mais forte, também excelente. Mas sem se preocupar em micro-detalhes, sendo o mais importante o acontecimento musical como um todo.

TUTUBARAO
10-02-14, 14:03
Na minha opinião

Uma coisa não tem nada haver com a outra.

Comparando seria como:

A pessoa Não poder avaliar uma cor porque não sabe pintar.

igual a comparação do preto da tv de plasma com a de led.

O sujeito que não fizer o curso de percepção da arte e etc, não pode avaliar a cor, porque não tem capacidade para tal,


Para mim isso é papo furado.


Seria dar super poderes a certos profissionais do áudio, embora esse mercado do áudio seja amplo de especialistas e nem sempre músicos.

TUTUBARAO
10-02-14, 14:09
Cada um monta som levando em conta seu gosto pessoal.

Pode ter 300 maestros, todos com ouvidos absolutos e cada um vai conduzir sua orquestra de forma diferente ,e isso fica bem claro

quando a gente ouve as sinfônicas distintas tocando as mesmas músicas.

Neste caso se o inverso fosse verdadeiro eu teria que culpar os músicos por não saberem tocar ou avaliar a música , pois saem sempre diferente.

o Som pode estar uma M para um e para outro ser bom , é puro gosto pessoal.

thereizein
10-02-14, 14:32
TUTUBARÃO,
hehe

Confesso que não diria que você está errado.
Mas colocar desta maneira é jogar a "culpa" de tudo no gosto pessoal.
[mais tarde completo o post]

Pablo Albino
10-02-14, 15:44
Pode ter 300 maestros, todos com ouvidos absolutos e cada um vai conduzir sua orquestra de forma diferente ,e isso fica bem claro
Maestro com ouvido, dito, absoluto? Boa parte tem déficits auditivos e alguns beiram à surdez...

TUTUBARAO
10-02-14, 15:45
Mas para mim a culpa é toda do gosto pessoal.

Não há uma sequer sala que toque igual a outra.

Tenho ido a casa de dezenas de amigos com super sistemas , nenhuma sala reproduz o som igual a outra,

todos os graves são diferentes , todos os palcos e etc, mas todos são bons sons e não há falta de qualidade, porém o ajuste fino de cada sistema


continua a ser perseguido em todas as casas, o culpado?

resp : o Gosto pessoal, senão tava todo mundo se dando por satisfeito, não haveria o tal de upgrade e nem o sujeito feliz quando compra o equipamento taxado anteriormente como "inferior", pelo sujeito do upgrade.


Poderíamos apontar as causas para as diferenças: assinaturas sônicas das caixas, acústica, cd verus lp, valvulado contra solid state...

mas a questão não é se estamos ou não no hiend ou hifi com qualidade

Pois todos sem retirar nenhum são bons, do mais barato ,de entrada, ao mais sofisticado e caro, sempre a diferença é sútil e de apresentação.
A questão é o detalhe e para mim isso é gosto.

Nem sempre o cabo que traz mais detalhe é o que agrada todo mundo , nem sempre o som encorpado ,quente e menos analítico é o preferido.

Quase todo mundo define isso como cobertor curto,a gente arruma um lado "estraga" o outro.

Se desse para todo mundo ter vários sistemas adequados aos gêneros musicais a coisa melhorava um pouco, mas mesmo assim

a culpa ainda recairia nos diversos tipos de gravação e seus formatos.

A falta da dinâmica pode ser atribuída a gravação sim, mas também , ao player, ao fator de amortecimento , a sensibilidade das caixas e.....

mas num sistema equilibrado uma coisa compensa a outra.

TUTUBARAO
10-02-14, 15:49
Maestro com ouvido, dito, absoluto? Boa parte tem déficits auditivos e alguns beiram à surdez...

pois é....

nem precisa ter dado um exemplo com 300 bons ouvidos.

bastava dar uns 9 surdos. :laughing7:

JulioCesar
10-02-14, 17:22
Conheço bem a teoria musical e apesar de muito enferrujado , acho que ainda sei ler uma partitura , resquícios de quando tocava guitarra e saxofone , agora só " sexo pelo telefone "... rs.
Não acho que este tipo de conhecimento seja de valia para analisar o som reproduzido eletronicamente , nem um set medíocre alterará um " A " para " B " ... Nem que seja bemol .
O que realmente é importante é ter gravações de referência , não se pode criticar a extensão de um som grave não sabendo como ele foi gravado , pode ter sido capado na mesa de som ou na porca masterização , já comentada aqui . O timbre do instrumento pode também ter sido modificado na gravação , sem falar que um mesmo tipo de saxofone , violino ou piano , podem ter timbres bastante diferentes entre si .

Meu ouvido é " Absolut " ... :))

http://imagens.us/marcas/absolut-vodka/absolut-vodka%20(6).jpg

thereizein
10-02-14, 20:09
Então é um paradoxo.
Nada é importante [pois tudo vai soar diferente, de acordo com as preferências] mas tudo é importante [para se adequar às preferências].

Mas dá pra tirar/repetir algumas conclusões.

1- Novamente: Alta fidelidade do que?
Da gravação é claro. Não importa se o som de determinado instrumento ou voz são diferentes daqueles ao vivo pois: a) não se sabe como foi a performance ao vivo, b) não se sabe como tudo foi mixado.

2- Impossível ser imparcial em qualquer avaliação. Se ouvimos diferente e se todas as salas são diferentes, vamos preferir aquela que possuir performance mais alinhada com aquilo que temos dentro da cabeça e consideramos "bom".

3- Discorrer por longos períodos utilizando subjetividade é algo inquestionável.

4- Para os padrões atuais, a medida de "Total Harmonic Distortion" não diz nada. Conforme colocado, dificilmente alguem vai diferenciar um intervalo.


Um fato que não concordo é a comparação com "ver um quadro" ou "entender de arte".

Na minha opinião, que penso ser mais forte que uma opinião, e sim uma constatação, entender aquilo que se aprecia só amplifica a experiência, mais do que isso, faz parte dela.

Isso me faz chegar no quinto ponto.

5- Audiofilia é gostar e entender da reprodução do som e não de onde ele vem, como foi feito e sua história. Este me parece o caso, e não estou criticando negativamente. Muitos entendem muito de seus equipamentos e muito pouco dos interpretes, letras ou história por trás.

Radames
10-02-14, 21:57
Maestro com ouvido, dito, absoluto? Boa parte tem déficits auditivos e alguns beiram à surdez...

Pegou pesado...
Ouvido absoluto não é a capacidade de ouvir tudo, mas de identificar qualquer nota ou acordes de qualquer instrumento (ou mesmo de sons aleatórios) dentro da escala ocidental de 12 notas. Uma coisa teria pouca relação com a outra pois sistema nenhum (nem esses boom box) possui a habilidade de desafinar uma orquestra.
Agora, se os maestros, mesmo que quase surdos, não fossem capazes de identificar qualquer nuance anômala os concertos se tornariam cacofonias inaudíveis. Acho que isso os deixa mais gabaritados que qualquer um de nós (que não seja maestro :verde&:) pra falar se um sistema está reproduzindo bem ou não as peças clássicas.

Abraço!

Pablo
10-02-14, 22:21
Eita aula...rs

luiz carlos
10-02-14, 22:33
Vou perguntar novamente, já que na primeira pergunta não obtive resposta:- por quê os músicos, em geral, têm equipamentos de som bastante simples? Será que os não músicos precisam de equipamentos sofisticados para ouvir a mesma música que um músico ou compositor ouve?

Pablo
10-02-14, 22:49
Eu penso que é porque o foco e o compromisso está com a arte e não com a reprodução, por mais que um equipamento seja simples ele não altera a música, as notas, ao menos nunca percebi um equipamento simples tocar uma musica que eu conhecia de forma diferente por ser simples. Então os músicos se contentam com este nível de compromisso, o foco está na arte, na música. Mas não podemos generalizar, conheço músicos que se importam com equipamentos hifi. E conheço muita gente que ouve equipamento e não a música. Ficam trocando de faixa pra curtir aquela baixa frequência ou os agudos cristalinos do próximo som e se distraindo da experiencia musical.

Radames
10-02-14, 22:53
Vou perguntar novamente, já que na primeira pergunta não obtive resposta:- por quê os músicos, em geral, têm equipamentos de som bastante simples? Será que os não músicos precisam de equipamentos sofisticados para ouvir a mesma música que um músico ou compositor ouve?

Uai Luiz, porque cada um é juiz daquilo que considera prioritário para seu bem estar. E outra, muita gente simplesmente não liga se os agudos e graves estão assim ou assado, se o som está comprimido ou dinâmico, se..., querem só ouvir mesmo.
Faça uma pergunta para seus amigos e analise as repostas, coisa simples... Pergunte se já ouviram falar da marca Polk Audio. Se positivo você passa pra Elac. Se for novamente positivo passe pra MBL. Acho que a maioria pára na Polk (que são muito boas e de custo acessível).
Se a maioria das pessoas nem sabe que essas coisas existem e quais são as diferenças em relação ao resto, você acha que elas irão procurar ou desejar tais bens?
Vai falar pra um cara que tem um HT-in-a-box, desses bem "top", que gastando quase a mesma coisa em um integrado e um bom par de caixas book ele teria um som muito mais fiel. Acho que ele não acredita...

Abraço!

Pablo Albino
10-02-14, 23:39
Pegou pesado...
Ouvido absoluto não é a capacidade de ouvir tudo, mas de identificar qualquer nota ou acordes de qualquer instrumento (ou mesmo de sons aleatórios) dentro da escala ocidental de 12 notas. Uma coisa teria pouca relação com a outra pois sistema nenhum (nem esses boom box) possui a habilidade de desafinar uma orquestra.
Agora, se os maestros, mesmo que quase surdos, não fossem capazes de identificar qualquer nuance anômala os concertos se tornariam cacofonias inaudíveis. Acho que isso os deixa mais gabaritados que qualquer um de nós (que não seja maestro :verde&:) pra falar se um sistema está reproduzindo bem ou não as peças clássicas.

Abraço!
Rada,
n peguei pesado eh apenas a realidade! Para se ouvir a nuanças q citas, eh necessário ouvir! E muitos maestros e músicos tem deficiências auditivas, em alguns severas. Tinnitus eh frequente...
Alguns, entre os mais velhos, regem pela experiência, conhecimento e pelo movimento dos músicos.

Radames
11-02-14, 00:38
Pô Pablito, não fala uma coisa dessas... :verde&:
Nem Beethoven (arrogante feito a peste) insistiu nesse erro. Não estou certo de quando começou, mas quando a surdez atingiu o ápice, ele entregava a partitura com suas notas e deixava a regência na mão de outro maestro para que sua obra não fosse comprometida. Isso numa época que não dispunha da rapidez de comunicação que temos hoje.
Imagine as repercussões desse tipo de conduta atualmente...
Tem que lembrar que orquestra toca alto. Se o cara tiver 20db de perda auditiva e estiver na posição em que fica o regente ainda ouvirá com clareza o que tocarem.

Abraço!

FelipeRolim
11-02-14, 01:09
Acho que tentar resolver algumas dúvidas colocadas aqui é procurar pêlo em ovo.

Acho que o que escrevi é suficiente para explicar o porquê conseguimos avaliar melhorias em nosso set (sem falta de humildade), o que, completado por escritos de outros amigos, não deixa margem para dúvidas que, após certo ponto, deixam de ter fundamento.

Abraço!

Pablo Albino
11-02-14, 12:38
Pô Pablito, não fala uma coisa dessas... :verde&:
Nem Beethoven (arrogante feito a peste) insistiu nesse erro. Não estou certo de quando começou, mas quando a surdez atingiu o ápice, ele entregava a partitura com suas notas e deixava a regência na mão de outro maestro para que sua obra não fosse comprometida. Isso numa época que não dispunha da rapidez de comunicação que temos hoje.
Imagine as repercussões desse tipo de conduta atualmente...
Tem que lembrar que orquestra toca alto. Se o cara tiver 20db de perda auditiva e estiver na posição em que fica o regente ainda ouvirá com clareza o que tocarem.

Abraço!
Rada, n estou emitindo opinião. Apenas relato este fato que é documentado em muitos periódicos internacionais relacionados à neurociência e otorrinolaringologia. No ano passado fiz uma ampla revisão sobre tinnitus, devido a uma situação familiar, e encontrei muitos relatos sobre este problema entre músicos e regentes. O que é esperado, face a exposição por anos à grandes valores de SPL!
Li um relato de um maestro, cujo nome n me recordo, onde ele descrevia esta situação nos últimos tempos de trabalho...
Sem falar, né rada, que muitos afirmam que o regente é descartável e que os músicos seguem os colegas. Muitos músicos dizem isso...
Sei que é offtopic, mas apenas queria esclarecer que n fui eu que fiz as audiometrias para afirmar.

thereizein
11-02-14, 12:55
Pô Pablito, não fala uma coisa dessas... :verde&:
Nem Beethoven (arrogante feito a peste) insistiu nesse erro. Não estou certo de quando começou, mas quando a surdez atingiu o ápice, ele entregava a partitura com suas notas e deixava a regência na mão de outro maestro para que sua obra não fosse comprometida. Isso numa época que não dispunha da rapidez de comunicação que temos hoje.
Imagine as repercussões desse tipo de conduta atualmente...
Tem que lembrar que orquestra toca alto. Se o cara tiver 20db de perda auditiva e estiver na posição em que fica o regente ainda ouvirá com clareza o que tocarem.

Abraço!

Beethoven teve a surdez agravada aos 30 anos, quando ele também ameaçou se matar, escrevendo uma famosa carta testamento. Depois vieram outras doenças.
Existem relatos de alguns grupos que ensaiavam com Beethoven assistindo no qual mesmo ele não podendo ouvir nenhuma nota, diziam que ele acompanhava os movimentos dos arcos dos violinos, medindo o tempo, por exemplo, e fazendo correções. Mesmo surdo todos ficavam nervosos ao tê-lo no ensaio.

Pelas muitas opinioes emitidas, e considerando o que coloquei em meu post anterior, mais uma vez me parece que o hobby é mais quanto a reprodução e equipamentos do que quando ao que é reproduzido.

Li em algum lugar "não existe equipamento high end, existe som high end". Concordo, mas parece não ser o caso. Dentro do hobby as preocupações principais são outras.
Menos agravado aqui (praticamente inexistente) e mais agravado em outros lugares, é o vírus do upgrade.

O conhecimento musical traz massa crítica, traz algo objetivo. Se é a gravação que importa mais e como ela é reproduzida, me parece ser o caso de que o conhecimento em música realmente seja menos importante (para uma parte das pessoas no meio), sendo o conhecimento de equipamentos e especificações mais importante. Porém, utilizando esta optica, me pareceria ser muito mais importante entender sobre mixagem e masterização e técnicas de gravação..pois aí sim poderia ser avaliado o que é reproduzido.

A melhoria no set/reprodução acaba vindo mais pela visão dos equipamentos e marcas, do que do audio e da música.

O hobby, considerado por um grupo, vem se resumindo a um fetiche por equipamentos (marcas e lendas), pois até mesmo o interesse pelo funcionamento se perdeu (é a preguiça e o apego a lendas, que entrou no lugar do estudo e compromisso).

TUTUBARAO
11-02-14, 12:57
Vou perguntar novamente, já que na primeira pergunta não obtive resposta:- por quê os músicos, em geral, têm equipamentos de som bastante simples? Será que os não músicos precisam de equipamentos sofisticados para ouvir a mesma música que um músico ou compositor ouve?

deve ser porque eles ganham mal

:laughing7:

thereizein
11-02-14, 13:05
deve ser porque eles ganham mal

:laughing7:

HEHEHEHE

Penso que ao mesmo tempo que existem exemplos de sistemas simples, podem existir vários sistemas mais complexos, dependendo da amostra que foi analisada.

Pablo Albino
11-02-14, 13:10
Beethoven teve a surdez agravada aos 30 anos, quando ele também ameaçou se matar, escrevendo uma famosa carta testamento. Depois vieram outras doenças.
Existem relatos de alguns grupos que ensaiavam com Beethoven assistindo no qual mesmo ele não podendo ouvir nenhuma nota, diziam que ele acompanhava os movimentos dos arcos dos violinos, medindo o tempo, por exemplo, e fazendo correções. Mesmo surdo todos ficavam nervosos ao tê-lo no ensaio.

Pelas muitas opinioes emitidas, e considerando o que coloquei em meu post anterior, mais uma vez me parece que o hobby é mais quanto a reprodução e equipamentos do que quando ao que é reproduzido.

Li em algum lugar "não existe equipamento high end, existe som high end". Concordo, mas parece não ser o caso. Dentro do hobby as preocupações principais são outras.
Menos agravado aqui (praticamente inexistente) e mais agravado em outros lugares, é o vírus do upgrade.

O conhecimento musical traz massa crítica, traz algo objetivo. Se é a gravação que importa mais e como ela é reproduzida, me parece ser o caso de que o conhecimento em música realmente seja menos importante (para uma parte das pessoas no meio), sendo o conhecimento de equipamentos e especificações mais importante. Porém, utilizando esta optica, me pareceria ser muito mais importante entender sobre mixagem e masterização e técnicas de gravação..pois aí sim poderia ser avaliado o que é reproduzido.

A melhoria no set/reprodução acaba vindo mais pela visão dos equipamentos e marcas, do que do audio e da música.

O hobby, considerado por um grupo, vem se resumindo a um fetiche por equipamentos (marcas e lendas), pois até mesmo o interesse pelo funcionamento se perdeu (é a preguiça e o apego a lendas, que entrou no lugar do estudo e compromisso).
Achei muito interessante sua síntese! Vou guardá-la para futuras referências.

Tenho um amigo músico que toca saxofone e violão clássico (ou se diz erudito?). O sistema dele é bem simples, longe de ser o que chamariam de Hi-Fi de entrada. É muito bacana quando ele vem ouvir música em minha casa, pois ele me explica, além de como determinado instrumento esta produzindo aquela nota e como o músico manejou o instrumento para chegar àquela nota, ele explana sobre a estrutura da música e como ela foi construída. O que ele me passa é tão enriquecedor, que me faz ver que preferiria ter o mini system dele, se junto viesse todo o conhecimento musical que ele tem.

thereizein
11-02-14, 13:16
Achei muito interessante sua síntese! Vou guardá-la para futuras referências.

Tenho um amigo músico que toca saxofone e violão clássico (ou se diz erudito?). O sistema dele é bem simples, longe de ser o que chamariam de Hi-Fi de entrada. É muito bacana quando ele vem ouvir música em minha casa, pois ele me explica, além de como determinado instrumento esta produzindo aquela nota e como o músico manejou o instrumento para chegar àquela nota, ele explana sobre a estrutura da música e como ela foi construída. O que ele me passa é tão enriquecedor, que me faz ver que preferiria ter o mini system dele, se junto viesse todo o conhecimento musical que ele tem.

Com certeza.
Eu tenho uma inveja saudável de pessoas que escutam algo e dizem: Lídio em Mi bemol maior.
Talvez isso seja música.

E isto: "graves frouxos sem precisão", seja audiofilia nos tempos atuais.

TUTUBARAO
11-02-14, 13:58
Agora falando sério , aonde saiu a pesquisa dizendo que músicos não tem som bom?

pois os que aqui frequentam e os que conheço de outros foruns tem som hiend.

Pelo menos os que são de orquestras sinfônicas dão certo valor ao preciosismo,


e já me falaram que alguns músicos tipo o Ed motta tem toca discos de gente grande, daqueles que a gente vê só em revistas.



E acho que o Cesar Miranda daqui do forum é da OSESP

Pablo
11-02-14, 14:05
Escutar música é diferente de analisar frequências. Meus melhores momentos são quando eu estou completamente absorvido pela música que até esqueço que tem um equipamento reproduzindo-a. Quando consigo um disco que queria muito ouvir ou conhecer e tento absorver o máximo daquela experiência, as letras, as harmonias, os arranjos de tal forma que não tenho tempo pra pensar, apenas curtir. É totalmente diferente de quando a gente tá ajustando o sistema e fica mudando de faixa pra perceber certas coisas. Acho que isso é válido pra esse momento, de ajuste, mas depois de feito esquece!!! Vai curtir os seus artistas preferidos, vai descobrir mais música, novas bandas, influências. Nossa paranoia está para o músico como o momento em que ele afina o instrumento. Passado esse momento é só música! Ouvidos sempre atentos pra uma possível desafinada, mas nada que te retire o prazer de curtir música.

cesar miranda
11-02-14, 18:26
Caros colegas ,muito interessante este tópico .

Acho que posso colaborar com alguma coisa.

Penso que a maioria dos músicos que não tem som bom seja pelo fato de não conhecer este universo da Audiofilia,mas no fundo eles não se preocupam com isso,acreditam que já tem o melhor setup hiend do mundo e fazem parte dele:laughing7:

Eu tenho colaborado com alguns amigos e convidado para ouvir som aqui em casa. Muitos dos que vieram me visitar ficaram perplexos pela clareza e timbre muito próximos daquilo que ouvimos na orquestra. Infelizmente ainda não é possível replicar com fidelidade a dinâmica a que ouvimos numa sinfônica . Seria como comparar uma maquete e depois ver o empreendimento pronto. A diferença é abissal,não importa o valor que se gastou ou venha a gastar no setup, ainda estamos muito longe de atingir está fidelidade da música ao vivo,ou mesmo se aproximar dela.

Como falaram do magistral compositor Beethoven,está semana na Osesp vamos executar a 9ª sinfonia! Em minha opinião a mais impressionante de todas. Beethoven já estava praticamente surdo na sua 5ª sinfonia,mas sua genialidade não o impedia de ouvir melhor que qualquer mortal no planeta. :laughing7:

Penso que para um músico é mais fácil discernir muitas das sutis diferenças que há num sistema. Explico: não se trata de ouvido de ouro ou outras bobagens que possam interpretar, aqui eu falo de treino. Os músicos são treinados desde cedo a prestar atenção em muitas coisas ao mesmo tempo como melodia,afinação,precisão,ritmo,dinâmica,fraseado ,em sua própria execução e na execução do colega de estante ,na infinidade de gestos que os maestros executam e etc.

Não é necessário ter ouvido absoluto para ser um bom músico ,ouvir também se aprende.

Pelo mesmo motivo penso que não é necessário conhecer teoria musical para ser um audiofilo , ou mesmo um apreciador de boa música.

Abs César Miranda



Continua......

Eduardo
11-02-14, 18:45
A pessoa Não poder avaliar uma cor porque não sabe pintar.

Mas, Tutu, avaliar criteriosamente não seria algo mais técnico do que julgar subjetivamente?

Por exemplo, eu posso avaliar se gosto ou não da minha casa pintada de verde, mas alguém com conhecimento técnico pode perceber se a pintura foi bem feita, se a parede recebeu o fundo adequado e se a tinta é correta para aquela finalidade.

Eu posso dizer se um equipamento de áudio me agrada mais ou menos, se percebo mais ou menos detalhes (até porque audição é algo particular também), mas será que alguém com conhecimento musical não poderia somar mais detalhes técnicos à questão? Ou mesmo trazer a sua experiência musical para melhor identificar pontos que nós leigos talvez desconheçamos?

Eu acho que entendi a idéia do Thereizein.
Você pode aprender a construir uma casa na prática (muitos pedreiros acham que podem... :verde&:), mas um engenheiro civil sempre terá uma visão mais técnica da estrutura, do material empregado e de outros detalhes técnicos que pode ser que até consigamos executar, mas sem a visão muito técnica ou crítica, e sem as "expressões" também técnicas para aquilo.

Não digo que um leigo não possa avaliar um equipamento, mas talvez alguém que conheça música possa perceber detalhes técnicos e usar adjetivos adequados para explicar algumas características da reprodução musical.

Eu entendi dessa forma o que ele sugeriu aqui, mas também entendi o seu ponto de vista: algo como "você não precisa entender da fabricação de queijo para fazer um bom pastel de queijo", mas, talvez, um fabricante de queijos possa identificar detalhes do recheio que não tenhamos a facilidade de perceber.

Respeito os dois pontos de vista, mas é algo interessante para se discutir.

Eduardo
11-02-14, 18:47
Agora falando sério , aonde saiu a pesquisa dizendo que músicos não tem som bom?

Talvez não a maioria (para muitos é só uma profissão), mas também já vi alguns músicos com sistemas realmente de alto nível, apaixonados pela música e bem exigentes.

thereizein
11-02-14, 19:25
Escutar música é diferente de analisar frequências. Meus melhores momentos são quando eu estou completamente absorvido pela música que até esqueço que tem um equipamento reproduzindo-a. Quando consigo um disco que queria muito ouvir ou conhecer e tento absorver o máximo daquela experiência, as letras, as harmonias, os arranjos de tal forma que não tenho tempo pra pensar, apenas curtir. É totalmente diferente de quando a gente tá ajustando o sistema e fica mudando de faixa pra perceber certas coisas. Acho que isso é válido pra esse momento, de ajuste, mas depois de feito esquece!!! Vai curtir os seus artistas preferidos, vai descobrir mais música, novas bandas, influências. Nossa paranoia está para o músico como o momento em que ele afina o instrumento. Passado esse momento é só música! Ouvidos sempre atentos pra uma possível desafinada, mas nada que te retire o prazer de curtir música.

Com certeza. Escutar música com o corpo relaxada e a mente despreocupada (leia-se "ligeiramente entorpecido") é uma experiência fenomenal. Isso só é interrompido, no meu caso, quando ouço algo muito estranho, para o bem e para o mal.
Por exemplo, ontem ao ouvir Beethoven, "Concerto Imperador", em torno de 10:35 ocorreu uma passagem staccato muito realista. Como eu já martelei um piano, hehe, achei o som fantástico. Aí retornei para o "estado estacionário".

Mas veja que o ponto não seria exatamente esse hehe.


Caros colegas ,muito interessante este tópico .

Acho que posso colaborar com alguma coisa.

Penso que a maioria dos músicos que não tem som bom seja pelo fato de não conhecer este universo da Audiofilia,mas no fundo eles não se preocupam com isso,acreditam que já tem o melhor setup hiend do mundo e fazem parte dele:laughing7:

Eu tenho colaborado com alguns amigos e convidado para ouvir som aqui em casa. Muitos dos que vieram me visitar ficaram perplexos pela clareza e timbre muito próximos daquilo que ouvimos na orquestra. Infelizmente ainda não é possível replicar com fidelidade a dinâmica a que ouvimos numa sinfônica . Seria como comparar uma maquete e depois ver o empreendimento pronto. A diferença é abissal,não importa o valor que se gastou ou venha a gastar no setup, ainda estamos muito longe de atingir está fidelidade da música ao vivo,ou mesmo se aproximar dela.

Como falaram do magistral compositor Beethoven,está semana na Osesp vamos executar a 9ª sinfonia! Em minha opinião a mais impressionante de todas. Beethoven já estava praticamente surdo na sua 5ª sinfonia,mas sua genialidade não o impedia de ouvir melhor que qualquer mortal no planeta. :laughing7:

Penso que para um músico é mais fácil discernir muitas das sutis diferenças que há num sistema. Explico: não se trata de ouvido de ouro ou outras bobagens que possam interpretar, aqui eu falo de treino. Os músicos são treinados desde cedo a prestar atenção em muitas coisas ao mesmo tempo como melodia,afinação,precisão,ritmo,dinâmica,fraseado ,em sua própria execução e na execução do colega de estante ,na infinidade de gestos que os maestros executam e etc.

Não é necessário ter ouvido absoluto para ser um bom músico ,ouvir também se aprende.

Pelo mesmo motivo penso que não é necessário conhecer teoria musical para ser um audiofilo , ou mesmo um apreciador de boa música.

Abs César Miranda



Continua......

Acabei de comprar o ingresso para o "concerto a preços populares". Dia 28 de Fevereiro estarei na sala são paulo pela primeira vez!

Bem, não coloquei como condição "conhecer teoria musical para ser audiofilo", minha crítica vem da valorização de X em detrimento de Y (que poderia agregar mais)


Mas, Tutu, avaliar criteriosamente não seria algo mais técnico do que julgar subjetivamente?

Por exemplo, eu posso avaliar se gosto ou não da minha casa pintada de verde, mas alguém com conhecimento técnico pode perceber se a pintura foi bem feita, se a parede recebeu o fundo adequado e se a tinta é correta para aquela finalidade.

Eu posso dizer se um equipamento de áudio me agrada mais ou menos, se percebo mais ou menos detalhes (até porque audição é algo particular também), mas será que alguém com conhecimento musical não poderia somar mais detalhes técnicos à questão? Ou mesmo trazer a sua experiência musical para melhor identificar pontos que nós leigos talvez desconheçamos?

Eu acho que entendi a idéia do Thereizein.
Você pode aprender a construir uma casa na prática (muitos pedreiros acham que podem... :verde&:), mas um engenheiro civil sempre terá uma visão mais técnica da estrutura, do material empregado e de outros detalhes técnicos que pode ser que até consigamos executar, mas sem a visão muito técnica ou crítica, e sem as "expressões" também técnicas para aquilo.

Não digo que um leigo não possa avaliar um equipamento, mas talvez alguém que conheça música possa perceber detalhes técnicos e usar adjetivos adequados para explicar algumas características da reprodução musical.

Eu entendi dessa forma o que ele sugeriu aqui, mas também entendi o seu ponto de vista: algo como "você não precisa entender da fabricação de queijo para fazer um bom pastel de queijo", mas, talvez, um fabricante de queijos possa identificar detalhes do recheio que não tenhamos a facilidade de perceber.

Respeito os dois pontos de vista, mas é algo interessante para se discutir.

Exatamente. O exemplo da pintura da casa é muito bom hehe.

Mas, conforme colocado, eu começo a ver de outro modo. Entender de gravação e mixagem poderiam ser mais vantajosos.
Eu chamaria de Reverb o que as vezes é colocado como "agudo estridente/sem precisão".

Inicialmente eu compartilhei muito da minha visão pessoal. Eu não gosto de fazer nada que eu não entendo (terrível defeito este). O único comentário que já fiz quanto à subjetividade, foi em determinado dia que comparamos uma mesma gravação em vinil e CD. Claramente o som do CD era mais comprimido (cortando picos e vales)...o que chamo de comprimido também pode ser entendido como "fechado". E aí existe uma miríade de adjetivos.

Leonardo Felizardo
11-02-14, 23:52
Posso falar por mim, não julgando o conhecimento ou vivência de outras pessoas, longe disso... cada qual com sua estrada, vários caminhos são válidos.

Mas o que mais me ajudou a encontrar o som "ao meu gosto", saber determinadas características e como consegui-las tem mais fundamento no estudo e na vivência na mixagem e principalmente na masterização que na teoria musical propriamente dita, mas que ajuda, sem dúvidas!

Outro ponto que me ajudou bastante foi trabalhar a acustica na captação de instrumentos em salas de gravação.

Outro ponto, conheço poucos músicos que não façam questão de um bom sistema, quando não tem em sua casa o almejado setup, ao menos um bom fone eles fazem questão de carregar.
Abrs
Leo
Leo

FelipeRolim
12-02-14, 01:00
Beethoven teve a surdez agravada aos 30 anos, quando ele também ameaçou se matar, escrevendo uma famosa carta testamento. Depois vieram outras doenças.
Existem relatos de alguns grupos que ensaiavam com Beethoven assistindo no qual mesmo ele não podendo ouvir nenhuma nota, diziam que ele acompanhava os movimentos dos arcos dos violinos, medindo o tempo, por exemplo, e fazendo correções. Mesmo surdo todos ficavam nervosos ao tê-lo no ensaio.

Pelas muitas opinioes emitidas, e considerando o que coloquei em meu post anterior, mais uma vez me parece que o hobby é mais quanto a reprodução e equipamentos do que quando ao que é reproduzido.

Li em algum lugar "não existe equipamento high end, existe som high end". Concordo, mas parece não ser o caso. Dentro do hobby as preocupações principais são outras.
Menos agravado aqui (praticamente inexistente) e mais agravado em outros lugares, é o vírus do upgrade.

O conhecimento musical traz massa crítica, traz algo objetivo. Se é a gravação que importa mais e como ela é reproduzida, me parece ser o caso de que o conhecimento em música realmente seja menos importante (para uma parte das pessoas no meio), sendo o conhecimento de equipamentos e especificações mais importante. Porém, utilizando esta optica, me pareceria ser muito mais importante entender sobre mixagem e masterização e técnicas de gravação..pois aí sim poderia ser avaliado o que é reproduzido.

A melhoria no set/reprodução acaba vindo mais pela visão dos equipamentos e marcas, do que do audio e da música.

O hobby, considerado por um grupo, vem se resumindo a um fetiche por equipamentos (marcas e lendas), pois até mesmo o interesse pelo funcionamento se perdeu (é a preguiça e o apego a lendas, que entrou no lugar do estudo e compromisso).

thereizein, legal essa ideia geral.

Emendando no assunto, é por isso que penso que os nosso upgrades têm que ser sempre cuidadosos. A despeito de divergências de opiniões sobre cabos, fusíveis, amaciamento, equalizadores, etc., os sets que são verdadeiramente ouvidos, com amor ao áudio e não à aparência e ao "glamour", conseguem, por vezes, tocar com mais qualidade do que aquele que foi comprado porque o cara tinha 30 mil no bolso e resolveu aparecer um pouco.

Vi em outro post seu que "avaliar se um set está tocando melhor ou pior é questão de ter um ponto de referência". Meu pensamento, neste aspecto, é que o melhor ponto de referência é nosso próprio set. Não adianta ouvir um "set diamante" por duas horas, se os equipamentos que se convive, ouve na própria sala, com as próprias músicas e pelo tempo que desejar pertencem ao próprio set.

É por isso que fica mais fácil avaliar melhorias mesmo sem ter conhecimento teórico sobre música, e nem mesmo sobre mixagem, porque, a longo prazo, passamos a conhecê-lo como a palma de nossas mãos, e se eventual troca de cabo de caixa melhorar 5Hz de frequência de graves, e trouxer mais controle, isso será avaliado pela diferença de como era e como é, e não por aquilo que poderia ser num set série diamante.

Sob outro foco, penso que o cara que procura cegamente uma resposta absolutamente neutra em sua sala, ou que deseja, de maneira doentia, que seu set toque com uma curva de resposta o mais plana possível, está fadado ao insucesso. A função do sistema é agradar aos nossos ouvidos, e essa é a melhor referência que se pode ter. Todo set tem um pouquinho de seu dono, assim como as gravações tem um pouquinho de seus autores, compositores, editores, gravadores, etc.

Deste modo, fica complicado avaliar elementos subjetivos da reprodução final com base na teoria objetiva da música... O que acontece é que, para quem toca, especialmente em conjunto com outros, vai-se treinando a longo prazo a capacidade de se atentar aos mínimos detalhes... Não é raro, ao final de alguma música tocada no fundo do quintal, com bateria, baixo, violão, guitarra, vocal, etc., alguém fazer um comentário do tipo "a Sol do seu violão está desafinada". Nesse ponto, pode ser mais fácil, em razão do treinamento a longo prazo, captar diferenças mínimas do set.

Abração!

FelipeRolim
12-02-14, 01:17
Tenho um amigo músico que toca saxofone e violão clássico (ou se diz erudito?). O sistema dele é bem simples, longe de ser o que chamariam de Hi-Fi de entrada. É muito bacana quando ele vem ouvir música em minha casa, pois ele me explica, além de como determinado instrumento esta produzindo aquela nota e como o músico manejou o instrumento para chegar àquela nota, ele explana sobre a estrutura da música e como ela foi construída. O que ele me passa é tão enriquecedor, que me faz ver que preferiria ter o mini system dele, se junto viesse todo o conhecimento musical que ele tem.

Ele certamente conhece a história da música e de quem a está tocando.

Identificar os tons em que a música está tocando é fácil, e basta um pouco de experiência para identificar, nem precisa conhecer teoria, basta conhecer de longa data as notas mais comuns do braço de um violão. Igualmente, certos estilos de música mantem um padrão de reprodução (pegue a música Garota de Ipanema e toda as outras com o mesmo estilo e verá a coincidência que, por vezes, permite que se toque diversas músicas sem sair do mesmo tom e dos mesmos acordes).

Agora, não adianta dizer que ser músico é sinônimo de ter sistema ruim.

Coloca o Mark Knopfler tocando uma Fender Stratocaster e o Joe Satriani tocando a mesma guitarra. Um usa três dedos, outro usa palheta. O cara que conhece teoria da música e que sabe dos estilos de cada um vai diferenciar, vai conseguir explicar teorias, padrões. Agora veja o tamanho da pegada que o Slash consegue colocar na Gibson Les Paul. Colocar o Zakk Wylde e o Mark Knopfler tocando a mesma guitarra certamente soará diferente.

Agora pegue um John Mayer e dê um violão Yamaha para ele com cordas Elixir. Depois faça-o gravar a mesma música, com o mesmo violão, e cordas Canarinho. E repita o mesmo com cordas D'Addario. Dó sustenido menor será o mesmo nas três, mas terá a mesma sonoridade? Evidentemente que não. A composição do bronze das cordas muda a sua assinatura, assim como o seu calibre (.010, .013), e o tratamento que as cordas receberam.

Portanto, sem prejuízo dos estilos diferenciados de cada um dos exemplos, duvido que o mini-system consiga evidenciar minúcias e particularidades como um set minimamente bem montado.

Um saxofone muda totalmente o seu som conforme se usa um bocal melhor ou pior. E como saber qual foi o usado na gravação?

As informações que temos encontram-se gravadas no CD, no vinil, no PC. É impossível "afinar" um sistema em estrita observância à teoria da música.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

FelipeRolim
12-02-14, 01:29
Posso falar por mim, não julgando o conhecimento ou vivência de outras pessoas, longe disso... cada qual com sua estrada, vários caminhos são válidos.

Mas o que mais me ajudou a encontrar o som "ao meu gosto", saber determinadas características e como consegui-las tem mais fundamento no estudo e na vivência na mixagem e principalmente na masterização que na teoria musical propriamente dita, mas que ajuda, sem dúvidas!

Outro ponto que me ajudou bastante foi trabalhar a acustica na captação de instrumentos em salas de gravação.

Outro ponto, conheço poucos músicos que não façam questão de um bom sistema, quando não tem em sua casa o almejado setup, ao menos um bom fone eles fazem questão de carregar.
Abrs
Leo
Leo

Leo, interessante detalhe. Na minha opinião, a experiência em mixagem musical e na captação direta de estúdio (já participei de algumas pequenas experiências) te dão um certo "tino" para o ajuste posterior, rsrs. É como um experiente artista crítico que bate o olho em determinada obra e diz, prontamente "está faltando colocar tal coisa aqui".

Mas, deve-se lembrar, opiniões acerca da forma final da captação em estúdio sempre carregam a marca de seu dono, rsrs.

Para os menos experientes, por sua vez, vale a dica que deixei acima: um upgrade atrás do outro, um passo após o outro, e muita, muita, muita audição e ainda mais amor pela música (afinal, isto é um hobby), a fim de que possamos identificar inequivocamente as carências do set e as necessidades pessoais.

Abraço!

TUTUBARAO
12-02-14, 10:10
Mas, Tutu, avaliar criteriosamente não seria algo mais técnico do que julgar subjetivamente?

Por exemplo, eu posso avaliar se gosto ou não da minha casa pintada de verde, mas alguém com conhecimento técnico pode perceber se a pintura foi bem feita, se a parede recebeu o fundo adequado e se a tinta é correta para aquela finalidade.

Eu posso dizer se um equipamento de áudio me agrada mais ou menos, se percebo mais ou menos detalhes (até porque audição é algo particular também), mas será que alguém com conhecimento musical não poderia somar mais detalhes técnicos à questão? Ou mesmo trazer a sua experiência musical para melhor identificar pontos que nós leigos talvez desconheçamos?

Eu acho que entendi a idéia do Thereizein.
Você pode aprender a construir uma casa na prática (muitos pedreiros acham que podem... :verde&:), mas um engenheiro civil sempre terá uma visão mais técnica da estrutura, do material empregado e de outros detalhes técnicos que pode ser que até consigamos executar, mas sem a visão muito técnica ou crítica, e sem as "expressões" também técnicas para aquilo.

Não digo que um leigo não possa avaliar um equipamento, mas talvez alguém que conheça música possa perceber detalhes técnicos e usar adjetivos adequados para explicar algumas características da reprodução musical.

Eu entendi dessa forma o que ele sugeriu aqui, mas também entendi o seu ponto de vista: algo como "você não precisa entender da fabricação de queijo para fazer um bom pastel de queijo", mas, talvez, um fabricante de queijos possa identificar detalhes do recheio que não tenhamos a facilidade de perceber.

Respeito os dois pontos de vista, mas é algo interessante para se discutir.

claro que usando um critério eh melhor,mas independente de tocar da melhor forma possível

o gosto pessoal vai ditar a escolha.

recentemente 2 críticos de musica clássica aqui do Rio foram testar o som ,com aquele medidor de sala e equalizador que vc conhece, deixaram tudo flat, e adoraram o resultado sonoro.

Foi chegar o critico de Rock e achou o som magro, sem grave.


convenci o cara a ouvir de novo ,agora fazendo a equalização ao gosto dele,mudou a opinião.

O mesmo sistema em todos os casos.

JulioCesar
12-02-14, 11:20
Um som ajustado para flat significa que teremos que nos submeter ao gosto de quem masterizou a gravação e por conseguinte , ouviremos da forma mais fiel a gravação original . Não significa que ouviremos da forma que nos agradaria mais ...
Uso um sub no estéreo e intencionalmente uso o volume do mesmo , um tanto a mais do que me mandou o decibelímetro ... prefiro assim .
Usando a analogia que o Eduardo teceu , a parede permanece verde como deveria ser , mas em vez da parede ser lisa , preferi uma textura , ficou melhor pra mim ...rs. :OK:

FelipeRolim
12-02-14, 11:36
Eu já usei subwoofer em estéreo e gostava muito. O som sempre vai ter a cara de seu dono, não adianta. É igual cachorro, hahaha, mesmo sem querer, ele acaba ficando com a cara do dono, ou seria o contrário? Hahahahah

Abraço!

VTR
12-02-14, 12:09
Julio,

O ouvido humano é menos sensível em graves: então o decibelímetro mostrou a verdade dos números mas como bancada de instrumentos entende nada de fisiologia humana vc (e eu...) estamos mais certos que aquele...

[ ]
R.

Eduardo
12-02-14, 13:43
recentemente 2 críticos de musica clássica aqui do Rio foram testar o som ,com aquele medidor de sala e equalizador que vc conhece, deixaram tudo flat, e adoraram o resultado sonoro.

Foi chegar o critico de Rock e achou o som magro, sem grave.


convenci o cara a ouvir de novo ,agora fazendo a equalização ao gosto dele,mudou a opinião.

O mesmo sistema em todos os casos.

Pois é, por isso que a minha opinião é contra o som flat também. Nada é flat, desde a captação, a gravação, a reprodução e os nossos próprios ouvidos.
Não busco mais o som flat há muito tempo.

barriguinha
12-02-14, 16:03
Meus grandes Amigos que aqui acho que tenho!

O melhor som que ouço hoje é,o abrir das latas de cervejas,o chacoalhar da caipirinha na coqueteleira,as carnes (pancetas) dourando/estalando na churrasqueira,os mergulhos na piscina e tudo isso ainda,ouvindo/curtindo uma boa música,tem coisa melhor que isso...?

kkkkkkkkkk

Grande abraço

André

FelipeRolim
12-02-14, 17:19
Aí eu vi vantagem, hahahahaha.

Enviado de meu GT-I9300 usando Tapatalk

Leonardo Felizardo
12-02-14, 18:28
Meus grandes Amigos que aqui acho que tenho!

O melhor som que ouço hoje é,o abrir das latas de cervejas,o chacoalhar da caipirinha na coqueteleira,as carnes (pancetas) dourando/estalando na churrasqueira,os mergulhos na piscina e tudo isso ainda,ouvindo/curtindo uma boa música,tem coisa melhor que isso...?

kkkkkkkkkk

Grande abraço

André

Boa!!!
:-bd

TUTUBARAO
12-02-14, 19:24
Certo dia eu fui na casa do Pedro copiar seus melhores Lps ,para fitas de Rolo,

esse amigo tem coleção de Hiends, vários sistemas montados e todos muito bons.

Acontece que naquele dia ele recebeu um convite de outro amigo para fazer uma audição, na casa Do Marcelo,

que é dono de uns dos cinco melhores sons Hiends que conheço,

apesar de não ter ouvido a sala dele,conheço todos os componentes, pois eram de outra sala conhecida minha.(Vlamir)

Decidiu meu amigo levar seu melhor Lp para testar lá ,pois sabia que aquele sistema era
orientado conforme o padrão da alta fidelidade da atualidade, todo orientado para jazz e Clássicos, isso na nossa visão particular ,

e ele sabia que só encontraria discos novos de jazz e clássicos a maioria com 200g.(patricia Barber Edição especial e etc)

Na casa dele o disco que ele levou toca maravilhosamente bem , um disco alemão de alta gramatura tb , só que vintage.

No maravilhoso sistema ultra hiend tem um toca disco transrotor com uma agulha pra lá de cara e boa.

O resultado disso foi o seguinte ,segundo ele: o som toca pra caramba , mas na hora que ele botou as músicas que ele gosta e sabe que toca bem na casa dele

ficou uma M, isso para o gosto dele, logo para o Rock progressivo ,que ele tanto gosta, o sistema não atenderia.

Evidente que ele ou qualquer um que for ouviu gostaria de tê-lo, mas não é o sistema NIRVANA buscado, pela questão gosto.

O sistema Espetacular Do Marcelo:


http://www.youtube.com/watch?v=ZLJ7bvk18DU

TUTUBARAO
12-02-14, 19:32
Hoje em dia mesmo sem ouvir eu escolheria esse sistema para mim:laughing7:


http://www.youtube.com/watch?v=WW8r5yBKuOU


http://www.youtube.com/watch?v=WW8r5yBKuOU

Eduardo
12-02-14, 19:56
Meus grandes Amigos que aqui acho que tenho!

O melhor som que ouço hoje é,o abrir das latas de cervejas,o chacoalhar da caipirinha na coqueteleira,as carnes (pancetas) dourando/estalando na churrasqueira,os mergulhos na piscina e tudo isso ainda,ouvindo/curtindo uma boa música,tem coisa melhor que isso...?

kkkkkkkkkk

Grande abraço

André

Pois é... existe um mundo muito mais amplo de prazeres do que aquele que sai de nossas caixas poderosas.... :OK:

Gostei dessa !

Eduardo
12-02-14, 20:15
Hoje em dia mesmo sem ouvir eu escolheria esse sistema para mim:laughing7:



Que isso? Fitas e válvulas? Aí eu já preferia um bom e velho vintage como o famoso 3x1 da Sharp.... :verde&:




http://3.bp.blogspot.com/-qyoozeK_vO8/UgDYy2ebSHI/AAAAAAAAApQ/5AhVrmMQZms/s1600/sharp2.jpg


Falando sério agora.... um belo sistema, e o som realmente parece ser muito bom, mas os tapes também são feras.

TUTUBARAO
12-02-14, 20:39
As mulheres sabem das coisas elas ouvem muito bem.

uma delas entrou no meu face e recomendou a todos audiófilos do meu grupo o laçamento da Teac no Brasil


http://www.camelot.com.br//Receiver-TEAC-AG-D500-72-340.aspx/p?cbc=1#

e ainda falou:

Viviani Xavier:
Valeu Marcus! Tem outros modelos também que são muito bons, mas esse é o lançamento da TEAC aqui no Brasil top!


ps:A gente percebe muitas vezes que para alguns é algo simples para outros é céu.

TUTUBARAO
12-02-14, 20:49
http://www.mydealz.de/22972/teac-ag-d500-7-2-av-receiver-fur-269e-baugleich-zum-onkyo-tx-nr-515-wert-371e/

já foram criticar a menina... sua dica e o produto.

Daqui a pouco sobra para sua maneira de avaliar a música e o que está ouvindo.

O pessoal perde a elegância em nome de um purismo e um modismo.

Eduardo
12-02-14, 21:12
Só achei caro para um Teac, uma marca que costuma ter preços mais acessíveis.
Mas, gostei do aparelho. Me parece bom sim, e ainda compartilhado pela Onkyo, uma marca que aprecio muito.

Radames
12-02-14, 21:36
Que isso? Fitas e válvulas? Aí eu já preferia um bom e velho vintage como o famoso 3x1 da Sharp.... :verde&:




http://3.bp.blogspot.com/-qyoozeK_vO8/UgDYy2ebSHI/AAAAAAAAApQ/5AhVrmMQZms/s1600/sharp2.jpg


Falando sério agora.... um belo sistema, e o som realmente parece ser muito bom, mas os tapes também são feras.

Bem parecido com um som que tinha lá em casa quando eu era criança, até o carregador automático de discos ele também tinha. Só não era Sharp, era Grunding. :verde&:

thereizein
04-03-14, 00:14
Texto bem interessante.
http://www.audionote.co.uk/articles/art_audio_hell.shtml

Are You on the Road to Audio Hell?

The quiz - We Audiophiles are always trying to sharpen our skills at evaluating audio components. However, the very methods we use can result in precisely the opposite of the effect desired, namely boredom or frustration with our audio system before we have even paid for it; in other words, AUDIO HELL. Take the following short quiz to help determine if you have traveled this road lately.

Do you try to arrange instantaneous A/B comparisons of brief segments of music to maximize your memory retention?
Do you bring the same group of "reference" test recordings to each audition in an effort to sort out specific performance capabilities and to prevent any disorientation or confusion which could result from using music with which you are unfamiliar?
Do you avoid using music of which you are particularly fond so that you can properly attend to objective analysis rather than be distracted by the music's pleasures and passions?
Do you believe that the true function of an audio system is to recreate music; and that therefore you can only accurately evaluate audio playback if you have an extensive knowledge of live music performance?
Do you believe that if your evaluation addresses such matters as frequency range, signal/noise ratio, stage size and depth, instrumental separation and balance, timbre, and textual clarity that whatever other purely musical considerations there may be will take care of themselves?
Has it been your experience that some speakers are especially suitable for rock, others for classical and perhaps others for intimate jazz? How do you explain this phenomenon? Is this more or less inevitable?
When you ask yourself: "What should be the correct reference, live music or the recorded session?" do you conclude that it is one or the other? Are you comfortable with your answer to this question?
If you have answered "yes" to at least three of these questions, you can feel comfortable knowing that, like many other audiophiles, you are on the train to AUDIO HELL. If you answered "yes" to most of them, you may be beyond redemption; but we are here to help, and there is always hope. If you answered "yes" to question #3, you probably require the services of an audio exorcist; for if the purpose of your music playback system isn't to involve you emotionally, then why aren't you shopping at Sears? Before we take a more critical look at the implications of this quiz and your answers, it might be useful to go review the past few years to see how we got into this mess in the first place.

A Brief History

As the audio industry grew out of its infancy in the 1950's and began to aspire to commercialism in the 1960's, an evaluation and review procedure was adopted which initially attempted to mate the measured superiority of the developing technologies with the goal of better sound quality. It appeared that a conspiracy of purpose was entered into by the press and many companies in the industry based on the thesis that technical perfection - as demonstrated by measurements of particular specifications assumed to be relevant as well as correctly obtained - also led to sonic perfection. This thesis had the advantage that winners in the performance race could easily be decided by the evidence of such measurements. Such "proof" made possible facile marketing strategies which have persisted to the present despite overwhelming evidence to the contrary provided by our own ears in the most casual of listening auditions. By the mid-1970's the development of this thesis had reached a stage with audio components where technical specifications were making further improvements practically impossible. The race for lower distortion, faster slew rates, better damping factors, wider bandwidths and more power had caught up with itself and ground to a halt.
At about this point, a number of smaller publications appeared which abandoned this thesis of measured performance (a kind of technical perfection) in favour of a more subjective approach in which listening to music through the components was considered the more useful tool; and its approximation to "live music" its most sought after criteria. The editorial position of some of these new "underground" magazines considered measurements as irrelevant or even damaging to the evaluation process, observing that audio components which measure the same can sound strikingly different. The result was that the method of auditioning equipment became more complicated; magazine reviewers spent hours listening to and comparing different components in order to decide which sounded best. Out of this history was born the "Golden Ear" upon whose judgement many consumers trusted with their available income. Every month a new product would appear which was hailed as the "best sound" and frequently the opinions of different magazine experts varied widely. Consumers might then choose an expert that they trusted, or become increasingly confused, or give up altogether, returning to the safer criteria of measurements.
By the mid-1980's the merry-go-round had reached such a pace that most manufacturers resorted to placing their efforts in the tried and true marketplace of seductive advertising slogans and images, and hi-tech cosmetics and gadgetry. It had become too difficult to compete otherwise. The rule was that if the component and its advertised image looked expensive, then it must sound good as well. (Not least of the distractions the audio community has suffered was the switch from analog to digital, which led to such manifestly preposterous notions as "digital ready" speakers and amplifiers, as well as a nearly successful campaign to re-write the definition - as well as the experience - of the term "dynamic").
As far as we know, there has been no rigorous critique of the critical methodology long in place, a method which we believe has contributed to the audio hell in which most of us find ourselves. None of the current methods now in favour; measurements and specifications, blind tests, double-blind tests, boogie factors, or comparisons to "real" music, have been definitive. Nor has there been a serious alternative offered which categorically presents an orderly, reasonably conclusive methodology by which we can evaluate our components and playback systems. This is exactly what we propose in this essay.
We believe that the basic reason why so many consumers are in AUDIO HELL, or on their way, is that they are confused about what should be the objective of their audio system, and therefore have adopted a method for the evaluation of audio components which often turns out to be counter-productive. If you agree that the goal of your audio system should be to involve us emotionally, physiologically and intellectually with a musical performance, then we would like to suggest the following description for its objective:

An ideal audio system should recreate an exact acoustical analog of the recorded program.

If so, then it would be very useful if we had meaningful knowledge of exactly what is encoded on our recordings. Unfortunately, such is not possible. (This assertion may appear casually stated, but on its truth much depends on the following argument; we therefore invite the closest possible scrutiny.) Even if we were present at every recording session, we would have no way of interpreting the electrical information which feeds through the microphones to the master tape - let alone to the resulting CD or LP - into a sensory experience against which we could evaluate a given audio system. Even if we were present at playback sessions through the engineer's monitoring (read: "presumed reference") system, we would be unable to transfer that experience to any other system evaluation. And even if we could hold the impression of that monitoring experience in our minds and account for venue variables, such knowledge would turn out to be irrelevant in determining system or component accuracy since the monitoring equipment could not have been accurate in the first place. (More about this shortly.) But if this is true, how can we properly evaluate the relative accuracy of any playback system or component?

The old method: comparison by reference

We should begin by examining the method in current favour: The usual procedure is to use one or more favoured recordings and, playing slices of them on two different systems (or the same system alternating two components, which amounts to the same thing); and then deciding which system (or component) you like better, or which one more closely matches your belief about some internalized reference, or which one "tells you more" about the music on the recording. It won't work! ... not event if you use a dozen recordings of presumed pedigree ... not even if you compare the stage size frequency range, transient response, tonal correctness, instrument placement, clarity of test, etc. - not even if you compare your memory of your emotional response with one system to that of another - it makes little difference. The practical result will be the same: What you will learn is which system (or component) more closely matches your prejudice about the way a given recording ought to sound. And since neither the recordings nor the components we use are accurate to begin with, then this method cannot tell us which system is more accurate! It is methodological treason to evaluate something for accuracy against a reference with tools which are inaccurate - not least of which is our memory of acoustical data. Therefore, it is very likely to the point of certainty that a positive response to a system using this method is the result of a pleasing complementarity between recording, playback system, experience, memory, and expectation; all of which is very unlikely to be duplicated due to the extraordinarily wide variation which exists in recording method and manufacture. (Ask yourself, when you come across a component or system which plays many of your "reference" recordings well, if it also plays all your recordings well. The answer is probably "no;" and the explanation we usually offer puts the blame on the other recordings, not the playback system. And, no, we're not going to argue that all recordings are good; but that all recordings are much better than you have let yourself believe).
Recognising that many will consider these statements as audiophile heresy; we urge you to keep in mind our mutual objective: to prevent boredom and frustration, and to keep our interest in upgrading our playback system enjoyable and on track. To this end it becomes necessary that we lay aside our need to have verified in our methodology beliefs about the way our recordings and playback systems ought to sound. As we shall see, marriage to such beliefs practically guarantees us passage to AUDIO HELL. It is our contention that, while nothing in the recording or playback chain is accurate, accuracy is the only worthwhile objective; for when playback is as accurate as possible, the chances for maximum recovery of the recorded program is greatest; and when we have as much of that recording to hand - or to ear - then we have the greatest chance for an intimate experience with the recorded performance. It only remains to describe a methodology which improves that likelihood. (This follows shortly).
Listeners claiming an inside track by virtue of having attended the recording session are really responding to other, perhaps unconscious, clues when they report significant similarities between recording session and playback. As previously asserted, no-one can possibly know in any meaningful way what is on the master tape or the resulting software, even if they auditioned the playback through the engineer's "reference" monitoring system. Anyone who thinks that there exists some "reference" playback system that sounds just like the live event simply isn't paying attention; or at best doesn't understand how magic works. After all, if it weren't for the power of suggestion, hi-fi would have been denounced decades ago as a fraud. Remember those experiments put on by various hi-fi promoters in the fifties in which most of the audience "thought" they were listening to a live performance until the drawing of the curtain revealed the Wizard up to his usual tricks. The truth is the audience "thought" no such thing; they merely went along for the ride without giving what they were hearing any critical thought at all. It is the nature of our psychology to believe what we see and to "hear" what we expect to hear. Only cynics and paranoids point out fallibility when everyone else is having a good time.
Another relevant misunderstanding involves the correct function of "monitoring equipment". The purpose of such equipment is to get an idea of how whatever is being recorded will play back on a known system and then to make adjustments in recording procedure. It should never be understood by either the recording producer or the buyer that the monitoring system is either definitive or accurate, even though the engineer makes all sorts of placement and equipment decisions based on what their monitoring playback reveals. They have to use something, after all; and the best recording companies go to great lengths to make use of monitoring equipment that tells them as much as possible about what they are doing. But no matter what monitoring components are used, they can never be the last word on the subject; and it is entirely possible to achieve more realistic results with a totally different playback system, for example, a more accurate one. Notice "more accurate," not "accurate." It bears repeating that there is no such thing as an accurate system, nor an accurate component, nor an accurate recording. Yet as axiomatic as any audiophile believes these assertions to be, they are instantly forgotten the moment we begin a critical audition.

The proposed method: Comparison by contrast.

When auditioning only two playback systems using the usual method, we will have at least a 50% chance of choosing the one which is more accurate. However, evaluations of single components willy-nilly test the entire playback chain; therefore efforts to choose the more accurate component are compounded by the likelihood that we will be equally uncertain as to the accuracy of each of the system's associated components if for no other reason than that they were chosen by a method which only guarantees prejudice. How can we have any confidence that having chosen one component by such a method that its presence in the system won't mislead us when evaluating other components in the playback chain, present or future?

The way to sort out which system or component is more accurate is to invert the test. Instead of comparing a handful of recordings - presumed to be definitive - on two different systems to determine which one coincides with our present feeling about the way that music ought to sound, play a larger number of recordings of vastly different styles and recording technique on two different systems to hear which system reveals more differences between the recordings. This is a procedure which anyone with ears can make use of, but requires letting go of some of our favoured practices and prejudices.
In more detail, it would go something like this: Line up about two dozen recordings of different kinds of music - pop vocal, orchestral, jazz, chamber music, folk, rock, opera, piano - music you like, but recordings of which you are unfamiliar. (It is very important to avoid your favourite "test" recordings, presuming that they will tell you what you need to know about some performance parameter or other, because doing so will likely only serve to confirm or deny an expectation based on prior "performances" you have heard on other systems or components. More later.) First with one system and then the other, play through complete numbers from all of these in one sitting. (The two systems may be entirely different or have only one variable such as cables, amplifier, or speaker).

The more accurate system is the one which reproduces more differences - more contrast between the various program sources.

To suggest a simplified example, imagine a 1940's wind-up phonograph playing recordings of Al Jolson singing "Swanee" and The Philadelphia Orchestra playing Beethoven. The playback from these recordings will sound more alike than LP versions of these very recordings played back through a reasonably good modern audio system. Correct? What we're after is a playback system which maximizes those differences. Some orchestral recordings, for example, will present stages beyond the confines of the speaker borders, others tend to gather between the speakers; some will seem to articulate instruments in space; others present them in a mass as if perceived from a balcony; some will present the winds recessed deep into the orchestra; others up front; some will overwhelm us with a bass drum of tremendous power; others barely distinguish between the character of timpani and bass drum. In respect to our critical evaluation process, it is of absolutely no consequence that these differences may have resulted from performing style or recording methodology and manufacture, or that they may have completely misrepresented the actual live event. Therefore, when comparing two speaker systems, it would be a mistake to assume that the one which always presents a gigantic stage well beyond the confines of the speakers, for example, is more accurate. You might like - even prefer - what the system does to staging, but the other speaker, because it is realizing differences between recordings, is very likely more accurate; and in respect to all the other variables from recording to recording, may turn out to be more revealing of the performance.

Some pop vocal recordings present us with resonant voices, others dry; some as part of the instrumental texture, others envelope us leaving the accompanying instruments and vocals well in the background; some are nasal, some gravelly, some metallic, others warm. The "Comparison by Reference" method would have us respond positively to that playback system, together with the associated "reference" recording, that achieves a pre-conceived notion of how the vocal is presented and how it sounds in relation to the instruments in regard to such parameters as relative size, shape, level, weight, definition, et al. Over time, we find ourselves preferring a particular presentation of pop vocal (or orchestral balance, or rock thwack, or jazz intimacy, or piano percussiveness - you name it) and infer a correctness when approximated by certain recordings. We then compound our mistake by raising these recordings to reference status (pace Prof. Johnson), and then seek this "correct" presentation from every system we later evaluate; and if it isn't there, we are likely to dismiss that system as incorrect. The problem is that since neither recording nor playback system was accurate to begin with, the expectation that later systems should comply is dangerous. In fact, if their presentations are consistently similar, then they must be inaccurate by definition simply because either by default or intention no two recordings are exactly similar. And while there are other important criteria which any satisfactory audio component or system must satisfy - absence of fatigue being one of the most essential - very little is not subsumed by the new method of comparison offered here.

The Hell of Conformity

The methodology of Comparison by Reference will necessarily result in an audio system which imbues a sameness, a sonic signature of sorts, that ultimately leads to the boredom which illuminates AUDIO HELL. The explanation for this lies in the fact that there are qualitative differences from recording to recording - regardless of the style of music - which have the potential to be realized or not, depending on the capability of the playback system. (This is one of the undisputed areas where the superiority of LP to CD is evident, in that there is an unmeasurable, but clearly audible, sameness - a sonic conformity of sorts - from CD to CD which does not persist to a similar degree with LP).

A significant part of the attraction to CD is its conformity to an amusical sense of perfection and repeatability: no mistakes in performance and a combined recording and playback "noise" lower than the ambient noise existing in any acoustical environment where real music is enjoyed. (This should not be taken as a "sour grapes" apology for LP surface noise.) We all know listeners whose entire attention in the audio system evaluation is directed to the presence of noise or the need for absolute sameness from playback to playback rather than on the playback of music. Their common complaint is "this recording didn't sound that way the last time I heard it." Have you ever considered that the search for perfection and the need for conformity are head and tail of the same coin, doubtless minted in the worst part of our human character? It remains only for us to be aware of how these "virtues" operate on us, how we are used by them, and in turn make ourselves into something that much less human. (Star Trek has been addressing these issues since the First Generation.) Perhaps civilization's greatest enemy is not war, disease, or stress, after all; it's boredom! This is why we must take the time from our daily routines to relax and reinvigorate ourselves by listening (for those of us not talented enough to play) to music. For this to happen effectively, the playback equipment must ensure the individuality of each recording. Otherwise, boredom - a very close relation to conformity and a direct descendant of colourised, sanitized, sound - will result. This stuff is as subtle as it is insidious; it will always be there for us to grapple with; and we must or we will end up like the tranquilizing acoustic wallpaper much of our music is rapidly becoming ... or worse.

Encouragement Required

Qualitative differences are easily ignored if our methodology and goal is to achieve an identity with a reference; and our habit of listening for similarities with a reference will make for some awkward moments as we trek out trying to sort out matters of contrast. The latter requires a much broader attention span and invites every conceivable intellectual and emotional connection we can make with not just one or two recordings but many, and not just with their analogous counterparts in genre but with a range of wildly different styles, venues, and recording method.

When our attention is directed to similarities [between that which is under evaluation and another system, or our memory of a live music reference, or of the "best-ever" audio], we naturally focus on vertical (frequency domain) or static (staging) determinants. But the sonic signature of sameness is not only to be found in the frequency domain, which is where we usually think of looking for it and wherein we try to sort out tonal correctness, but in the time domain, where dynamic contrast lives. When our attention is directed to contrasts, we are more likely to focus on musical flow, dynamic resolution, and instrumental and vocal interplay. When we compare for what we take to be tonal correctness using the Comparison by Reference method, we will end up with results not likely to have been on the recording, but rather the effect of the complimentarity referred to earlier. When a system is found wanting because it does not uniformly reproduce large stages or warm voices, we will end up with a system which will compromise other aspects of accuracy, for not all recordings are capable in themselves of reproducing large stages or warm voices. When a playback system can reproduce gigantic stages or warm voices from some recordings and flat, constrained stages or cool voices from others, it follows that such a system is not getting in the way of those characteristics.
Using this method of evaluation takes some time, and some getting used to; but then we audiophiles have been known to spend hours sorting out the benefits or damage caused by AC conditioners or isolation devices. More to the point, after the 2 or 3 hours it takes to compare any two components by this method, we will have ruled out one of them, permanently! And if we find that neither is the decisive winner, then we can probably conclude that they are both sufficiently inaccurate as to exclude either from further consideration. In other words, we now have a method by which we can guarantee the correct direction of upgrade toward a more accurate system.

Detail and Resolution

We'd like to briefly examine one of the more interesting misperceptions common to audio critique. Many listeners speak of a playback system's revolving power in terms of its ability to articulate detail, i.e. previous unnoticed phenomena. However, it is more likely that what these listeners are responding to when they say such-and-such has more "detail" is: unconnected micro-events in the frequency and time domains. (These are events that, if they were properly connected, would have realized the correct presentation of harmonic structure, attack, and legato.) Because these events are of incredibly short duration and because there is absolutely no analog to such events in the natural world and are now being revealed to them by the sheer excellence of their audio, these listeners believe that they are hearing something for the first time, which they are! And largely because of this, they are more easily misled into a belief that what they are hearing is relevant and correct. The matter is aided and abetted by the apparentness of the perception. These "details" are undeniably there; it is only their meaning which has become subverted. The truth is that we only perceive such "detail" from an audio playback system; but never in a live musical performance.

"Resolution" on the other hand is the effect produced when these micro-events are connected ... in other words, when the events are so small that detail is unperceivable. When these events are correctly connected, we experience a more accurate sense of a musical performance. This is not unlike the way in which we perceive the difference between video and film. Video would seem to have more detail, more apparent individual visual events; but film obviously has greater resolution. If it weren't for the fact that detail in video is made up of such large particles as compared to the micro-events which exist in audio, we might not have been misled about the term "detail", and would have called it by its proper name, which is "grain". Grain creates the perception of more events, particularly in the treble region, because they are made to stand out from the musical texture in an unnaturally highlighted form. In true high-resolution audio systems, grain disappears and is replaced by a seamless flow of connected musical happenings. [cf. "As Time Goes By" Positive Feedback Magazine, Vol. 4, No. 4-5, Fall '93].

Development

Returning to our suggested methodology - let's call it "Comparison by Contrast" - we strongly urge resisting the reflex to compare two systems using a single recording. This may require a few practice sessions comparing collections of recordings until you have been purged of the A/B habit, which tends to foster vertical rather than linear attention to the music. If you listen analytically to brief segments of music, switching back and forth, there is no possible way to get a sense of its flow and purpose in purely musical terms. Music and its performance (which are or ought to be inseparable) are very much about the development of expectations which are subsequently prolonged or denied. It is not possible to respond to this aspect of music as an A/B comparison and it may come as a surprise that an ability to convey this very quality of musical drama is the single most important distinguishing characteristic of audio systems or components.

By using the Comparison by Contrast method of evaluating components, we have in place a reliable procedure for sorting out the rest of the playback chain even in a pre-existing system whose components have not yet been put to the same test. Once you have ruled in a competent as being more accurate, it will fall out that some aspect of the sound will be less than completely satisfactory, simply because the more accurate the component, the more revealing of the entire playback chain whose errors become more apparent. The next step is to pick a component of a different function in the system - it is usually easier and more revealing to work from the source - and repeat the Comparison by Contrast method for each component in turn. This includes cables, line conditioners, RF filters, isolation devices, etc., as well as amplifiers, speakers, and source components.
The methodology of Comparison by Reference leaves us without a clue as to how to proceed when the inevitable boredom and frustration resulting from its compromises set in. The Comparison by Contrast method, which also results in compromise as any audio system must, will always offer more hints of a live performance - for this is what is usually recorded - since it has enabled us to get closer to the recording. And as more components are substituted using Comparison by Contrast, the result will always be positive in greater proportion to Comparison by Reference. By the way, a delightful outcome of continuing to advance your system by the Contrast method is that you will not only be required to broaden your supply of hitherto unfamiliar recordings to comply with the method, you will also find that your own library is already replete with recordings whose sonics are much better than you had previously given credit. In this way, you will not only become better acquainted with a hitherto back-shelved portion of your collection, you will discover how much more exciting music is immediately available to you; and voirla AUDIO HEAVEN.
The false prophet which diverts many audiophiles from the road to AUDIO HEAVEN is the notion that their audio system ought to portray each type of music in a certain way regardless of the recording methodology. An accurate playback system plays back the music as it was recorded onto the specific disc or LP being played; it does not re-interpret this information to coincide with some prejudice about the way music ought to sound through an audio system. (This explains why many people think that some speakers are especially suitable for rock and others for classical; if so, both are inaccurate.) To put it another way, you can't turn a toad into a prince without having turned some rabbits into rats.
Only if your audio system is designed to be as accurate as possible - that is, only if it is dedicated to high contrast reproduction - can it hope to recover the uniqueness of any recorded musical performance. Only then can it possibly achieve for the listener an emotional connection with any and every recording - no matter the instrumental or vocal medium and no matter the message. Boredom and frustration are the inevitable alternatives. Think about it.
Leonard Norwitz
THE AUDIO NOTE CO. (USA)
San Jose, California
January - April 1993

Peter Qvortrup
Audio Note (UK) Ltd.
Brighton, England
August - December 1993

(Revised by L. Norwitz for the present edition from the published essays under the same title in Positive Feedback Magazine, December, January and February 1994).

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