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Ver Versão Completa : A hora certa de trocar os capacitores eletrolíticos de um vintage



Radames
14-05-15, 11:48
Pessoal,

Acho que essa é uma dúvida que passa na cabeça de muitos detentores de equipamentos com idade avançada.
Os capacitores são parte essencial de nossos equipamentos. Sem eles seria muito mais complicado transformar AC em DC, e a linearidade dessa conversão se reflete diretamente na qualidade/fidelidade do som reproduzido.
Um problema é que os capacitores eletrolíticos secam com o tempo, comprometendo sua performance. Esse tempo varia, pode ir de poucos meses a vários anos dependendo das condições de uso, e seu comprometimento é difícil de ser detectado em seu estágio inicial.

Então deixo uma pergunta para os que verdadeiramente entendem do assunto. Quando trocar e como identificar que um capacitor está chegando no fim de sua vida útil?


Abração!

VTR
14-05-15, 16:22
Medindo o ripple das fontes de alimentação e por perto dos circuitos que os usam para desacoplamentos etc etc.

Se estes caps estiveram funcionando nas proximidades de componentes, peças etc que se aquecem muito o tempo de vida útil tb diminui bastante: então cada caso é um caso...

Se são eletroliticos de marcas sabidamente conceituadas estes (se bem empregados) duram muito tempo em condições satisfatórias, bem mais do que se imagina.

Airton Mathias
14-05-15, 17:23
Pessoal,

Acho que essa é uma dúvida que passa na cabeça de muitos detentores de equipamentos com idade avançada.
Os capacitores são parte essencial de nossos equipamentos. Sem eles seria muito mais complicado transformar AC em DC, e a linearidade dessa conversão se reflete diretamente na qualidade/fidelidade do som reproduzido.
Um problema é que os capacitores eletrolíticos secam com o tempo, comprometendo sua performance. Esse tempo varia, pode ir de poucos meses a vários anos dependendo das condições de uso, e seu comprometimento é difícil de ser detectado em seu estágio inicial.

Então deixo uma pergunta para os que verdadeiramente entendem do assunto. Quando trocar e como identificar que um capacitor está chegando no fim de sua vida útil?


Abração!


Medindo o ripple das fontes de alimentação e por perto dos circuitos que os usam para desacoplamentos etc etc.

Se estes caps estiveram funcionando nas proximidades de componentes, peças etc que se aquecem muito o tempo de vida útil tb diminui bastante: então cada caso é um caso...

Se são eletroliticos de marcas sabidamente conceituadas estes (se bem empregados) duram muito tempo em condições satisfatórias, bem mais do que se imagina.


Acrescentando ao que o Ricardo escreveu... Quando o nível de ruído de fundo dos seus equipamentos aumentarem ou serem audíveis ( o ruído que se ouve aumentando o volume sem sinal nas entradas...)

Aproveitando o tópico tem uma recomendação dos engenheiros linear device technology em não se utilizar capacitores de cerâmicas em fontes de alimentação ou desacoplamento da fonte.

http://cds.linear.com/docs/en/application-note/an88f.pdf

VTR
14-05-15, 17:30
Sim correto: o nível de ruído aumentará mostrando que a filtragem etc etc não está com o mesmo desempenho de antes.

Se aparecer um zumbido, de repente (ou não...) e for aumentando pode ir direto a procura de algum cap eletrolítico indo pro saco...

Eduardo
14-05-15, 17:38
Acho que essa é uma dúvida que passa na cabeça de muitos detentores de equipamentos com idade avançada.

Idade avançada de quem, dos detentores de equipamentos ou dos equipamentos? :evil6:

VTR
14-05-15, 17:42
Qui gracinha...

:verde&:

Radames
14-05-15, 18:09
Escrever mal é um inferno... sempre dá margem para interpretações engraçadinhas :laughing7:


Idade avançada de quem, dos detentores de equipamentos ou dos equipamentos? :evil6:


Medir o ruído na saída com um osciloscópio seria mesmo mais correto, mas é uma tarefa que envolve algum conhecimento de eletrônica e um osciloscópio. Infelizmente a maioria não possui esse tipo de equipamento em casa, e ainda tem gente que não conseguiria nem encontrar a saída de energia depois da retificação. Estou pensando nesses sujeitos :verde&:

As dicas que o Ricardo e Airton passaram são boas, observar o ruído de fundo e suas oscilações. Mas para constatar a degradação do ELCO esses zumbidos de fundo precisam ser constantes ou podem ser intermitentes?

Além deles há outras formas de pegar o defeito "de ouvido"?

Abração!

Eduardo
14-05-15, 18:21
Escrever mal é um inferno... sempre dá margem para interpretações engraçadinhas :laughing7:

Caramba!!! não se pode nem mais tirar uma dúvida aqui... O:-)

Radames,

Pode acontecer do capacitor desviar-se um pouco de suas características sem que isso se traduza necessariamente em zumbido, porém, provocando outros efeitos indesejáveis.
O ideal é utilizar um medidor específico para isso.

VTR
14-05-15, 18:48
Escrever mal é um inferno... sempre dá margem para interpretações engraçadinhas :laughing7:
Medir o ruído na saída com um osciloscópio seria mesmo mais correto, mas é uma tarefa que envolve algum conhecimento de eletrônica e um osciloscópio. Infelizmente a maioria não possui esse tipo de equipamento em casa, e ainda tem gente que não conseguiria nem encontrar a saída de energia depois da retificação. Estou pensando nesses sujeitos :verde&:

As dicas que o Ricardo e Airton passaram são boas, observar o ruído de fundo e suas oscilações. Mas para constatar a degradação do ELCO esses zumbidos de fundo precisam ser constantes ou podem ser intermitentes?

Além deles há outras formas de pegar o defeito "de ouvido"?

Abração!

Um sinal de que algo não está lá essas coisas é que o sujeito começa a perceber, "desconfiar" que a parte mais alta das músicas parece de repente ter ficado mais agressiva... uma lixazinha.
Sem motivo aparente, o cara não trocou nada, mexeu em nada.
Pode até ficar variando, um dia tá pior que no outro e a tendencia é piorar mesmo com o passar do tempo.

Isso é sinal de intermodulação na fonte/alimentação pois o ripple "azeda" as frequencias mais altas (alias todas).
Sim: todos os sinais de áudio passam pela fonte.

Se for um zumbido ai a coisa já foi pro brejo mesmo.

Nesse estágio é realmente preciso ir para a bancada e fazer testes e medições: de cara um técnico experiente coloca um cap novo em paralelo com a fonte (ou etapa pertinente) e vê na tela do osciloscópio que a ondulação diminui drasticamente...

Eduardo
14-05-15, 19:16
E estes amplificadores em que o projetista coloca um monte de capacitores em paralelo na fonte, em vez de usar um ou dois, como é mais comum?
Nem discuto o projeto, até porque já vi argumentos bastante consistentes nessa prática, mas fazer testes e manutenção nestes capacitores é um inferno.
Tenho um Creek que é assim... nem quero pensar...

Radames
14-05-15, 19:31
Nesse aspecto o meu é facinho... tem só 4 :laughing7:
Agora, vai comprar um deles pra ver... Olhei uma vez por curiosidade, 200 doletas cada...

Mas o power aqui é relativamente novo e está tinindo, é de 95 ou 97 :laughing7:
O pré que está dando sinais de fadiga, esse é de 87 e todo original.

4337

Eu já estava desconfiado dele fazia um tempo, mas para tirar as dúvidas resolvi criar um tópico que pudesse auxiliar outros na mesma situação.

Mas as descrições batem bem com as que o Ricardo descreveu. Algum ruído que varia de intensidade, intermitência, tem dia que o som está ótimo e ontem, por exemplo, estava estridente demais. Hoje já está normal...
Tem jeito não, difícil vai ser encontrar substitutos para os Cerafines, os outros são fáceis. :OK:

VTR
14-05-15, 20:12
Bah...
Para com esse trem de só cerafine, nichicon e afins...

Bota os Epcos mesmo, excelentes componentes, nunca tive problemas com eles.
Troque todos e veja que vai ficar bom do mesmo jeito...
Aproveita e solda uns bypass bacanas lá.

Os do seu power vão durar mais 30 anos ainda: são seguramente tipo computer grade, terminais com parafusos, são o bixo!
Guentam porrada sem reclamar.

Radames
14-05-15, 20:42
Os do power são exatamente assim, Ricardo. Os 4 principais são de parafuso. Mas eu acho que tem uns poucos, de baixo valor, nas placas laterais. Mas nesses não sei se me arrisco a mexer, o projeto do power é bem mais complexo que o do pré, acho que não tenho competência e/ou experiência (e maquinário) suficiente para a tarefa.

Nos do pré pensei de cara em adicionar os bypass. Depois do resultado da experiência no LAB-75 o uso do cap bypass nas fontes que eu vier a mexer é certo.
Sei que os Epcos não dão dor de cabeça, nem Panasonic ou qualquer outro de boa procedência, mas estamos falando do pré, vou procurar o melhor que tiver. Essa etapa merece muita atenção e cuidado e o custo dos componentes nem chega a assustar. São só dois capacitores 50v 1800uf, se pegar dos caros não chega nem a 50 reais. Os que já são genéricos permanecerão genéricos, sem frescuras. :OK: