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Tópico: Sala de Audição Crítica

  1. #1

    Sala de Audição Crítica

    Você convida seus amigos para ouvir os seus recentes adquiridos equipamentos “State of the Art” da engenharia audiófilica.Recomendados pelos melhores reviewers - Ianques, Britânicos e Germânicos, os Papas da audiófilia impressa e cibernética.

    Quando após horas do deleite das melhores mídias - alguém pergunta.
    - Sua sala é padronizada para Audição Crítica?
    - Creio que sim! Pois despendi muito esforço no ajuste fino da sala, até conseguir este resultado e sem falsa modéstia, após esforços dispendidos em audições meticulosas deste a energia elétrica ao posicionamentos dos equipamentos e refletores sonoros.
    - Então esta sala não está conforme a norma IEC 268-13 ou a Britânica BS 6840-13 ou Norte-Americana da AES.
    - Que normas são estas?
    - Bem! A norma IEC 268-13, têm o pomposo nome: “ Specification of a Standardized Listening Room for an Expert Listening Panel”
    -Conforma a sua sala de audição ou estúdio para os padrões de uma audição crítica para
    a análise ou evolução de caixas-acústicas ou equipamento de áudio.

    -Então minha sala não está padronizada para realizar audições de equipamentos de áudio?
    - Sinto muito! Mas não!

    Segue depois o segundo capitulo da novela: “Os Apuros de um Audiófilo sem padrão Científico.”
    Para não deixar em suspense alguns colega...

    Veja o link da Universidade de Salford
    http://www.acoustics.salford.ac.uk/f...tent=listening
    Última edição por Airton Mathias; 31-07-14 às 23:00.

  2. #2
    Muito legal isso.
    Achei interessante o nivel de ruido de fundo da sala. Muito baixo...poderia pensar que é o ruído do equipamento que esta medindo isso hehehe
    Como fazer uma busca eficiente no fórum sobre um tema que você tem interesse: http://www.clubehiend.com.br/forum/s...ll=1#post67474

  3. #3
    Thereizein, corrigi o texto, grato!

  4. #4
    não sei o que eu fiz....
    Como fazer uma busca eficiente no fórum sobre um tema que você tem interesse: http://www.clubehiend.com.br/forum/s...ll=1#post67474

  5. #5
    * Membro VIP * Avatar de fibra
    Data de Ingresso
    Apr 2011
    Localização
    Campinas - SP
    Mensagens
    4,813
    Airton, muito interessante o tópico.

    Essa questão da sala é talvez a mais importante para o audiófilo, a maioria deve concordar.

    Sala, elétrica, posicionamento das cxs ...... BINGO !

    Tópico assinado.


    Abração.
    █ AMD FX-8350 @ 4.7GHz █ Thermaltake Water 3.0 Performer █ Gigabyte 990FXA-UD3 Rev. 4.0 █ Corsair AX860 Full Modular 80 Plus Platinum █ Kingston HyperX Fury Blue 1866MHz HX318C10F/8 (1 x 8GB) @ 2099MHz [CL9,11,10,30,42] █ 3 x Samsung 840 EVO 120GB SSD em RAID0 █ AMD Radeon HD3870 core@900MHz mem@1250MHz █ Corsair Carbide Air Series 540 █ NZTX's Sentry Mesh Fan Controller

  6. #6
    Me parece uma sala para ouvir equipamentos e seus acessórios e não para ouvir música.
    Um Abraço,
    Marcello.


    - Ainda acho a qualidade da música mais importante que a qualidade do audio. Espero evoluir nisso um dia! -

  7. #7
    Holbein,
    Iniciei o tópico sobre normalização das salas ou estúdio de áudio excetuando à ironia do inicio do texto. Para discutir um tema que muito raramente temos artigos nas revistas de áudio.
    Apenas li em revista do mercado audiófilico os artigos das construções das salas dos jornalistas Fernando Andrette e Victot Mirol da Revista Áudio e Vídeo Magazine.

    http://www.hifishow.com.br/MateriaTe...io_Estereo.pdf

    http://www.hifishow.com.br/MateriaTe..._Do_Senhor.pdf

    Como construtor de sala de audição você teve ter experimentado as dificuldades determinar os parâmetros para “otimização” da sala. Requer não apenas um par de bons ouvidos, mas conhecimento de acústica e creio ser a dificuldade maior ao audiófilo – Equipamentos de padrão para medir os parâmetros.
    Então neste tópico resolvi abordar suavemente as normas IEC 60268-13 que tentar estabelecer um padrão no levantamento e construção de sala e estúdios para a “Audição Critica de equipamentos “.

    Para não deixar os colega sem referencias segues links de algumas monografias do Prof. Sylvio R. Bistafa e Andrea Serienig, sendo a última aborda a norma com detalhes.

    http://www.acoustics.org/smallrooms.pdf

    https://www.spsc.tugraz.at/sites/def...ening_Room.pdf

    Holbien - Quais foram os seus métodos e as dificuldades na construção de suas salas?

    Grande Abraço
    Airton
    Última edição por Airton Mathias; 01-08-14 às 16:15.

  8. #8
    Airton, usei e abusei do método do ensaio e erro; a partir da música resultante na primeira experiência passei a experimentar: "coisas" aproximavam e afastavam o som do meu gosto. Não foi fácil porque eu vinha da maravilha acústica da sandfilled cujas medidas seguiam com rigor as medidas do Segmento Áureo para pé-direito de 3 m; e era uma sala feita de madeira, paredes duplas ensanduichadas com areia do rio; e tábuas de cedro na forma de costaneiras.

    Meu método de "de cá prá lá" considerou em primeiro lugar o tipo de música do meu gosto: erudita, com predominância em sinfonias. Cheguei a ouvir a QUARTA de Beethoven dez vezes num só dia!

    O ÉdisonCh definiu muito bem: minha preocupação maior foi com a articulação porquanto orquestras sinfônicas tocam no plural, cada naipe executa uma determinada passagem, e entre os naipes as partituras variam de um instrumento (ou dupla) para instrumento (ou dupla). E ouvir essas nuanças todas na condição doméstica tornou-se possível com o HD e a amostragem 96 ou 192KHzbit; com o advento do blu-ray.

    E meu "segredo" está no uso de múltiplos alto-falantes distribuídos na sala. Ainda agora, dentro em pouco estarei experimentando oito woofers de 6", da marca KB-6 AKRON, do Paulo Ramos, de Santo André, para substituir em true infinite baffle os dois Wharfedale W-15"; é que dois W-15" possuem ação diafragmática em redor de 28" enquanto oito woofers de 6" possuem 40"; e quanto maior o diafragma maior e melhor o grave em termos de definição.

    Outro "segredo" foi pela consciência de que uma coisa é uma coisa, e outra, completamente diferente no dizer daquele locutor esportivo de Floripa; isso quer significar que o som doméstico não deve perseguir o som original da gravação - coisa impossível - assim como um jogo de futebol visto nas arenas é uma coisa, e assistido pela TV em HD, é outra; detalhes neste último modo são percebidos e que não são observados ao vivo na arena.

    Articulação é o nome!

    Naturalmente, Airton, meu aprendizado teórico sobre acústica e reprodução do som foi útil para resolver certos problemas.

    Um abraço.

  9. #9
    Me perdoem a pergunta se ela for despida de fundamento ou conhecimento:

    Na descrição dada pelo Mestre Holbein da evolução de sua (maravilhosa!) sala gessofilled, deixa ele clara a intenção de reproduzir com precisão música clássica erudita.

    Citação Enviado originalmente por Holbein
    minha preocupação maior foi com a articulação porquanto orquestras sinfônicas tocam no plural, cada naipe executa uma determinada passagem, e entre os naipes as partituras variam de um instrumento (ou dupla) para instrumento (ou dupla). E ouvir essas nuanças todas na condição doméstica tornou-se possível com o HD e a amostragem 96 ou 192KHzbit; com o advento do blu-ray.

    E meu "segredo" está no uso de múltiplos alto-falantes distribuídos na sala.
    Assim, pergunto:

    - O uso de múltiplos canais de auto-falantes torna-se ideal para tal tipo de música (erudita) e para outros o ideal seria o uso de apenas dois canais?
    Um Abraço,
    Marcello.


    - Ainda acho a qualidade da música mais importante que a qualidade do audio. Espero evoluir nisso um dia! -

  10. #10
    Já havia visto os artigos de construção das salas conforme o post #7 do tópico.

    Infelizmente, quando vejo esses artigos e outros projetos acústicos por aqui, eu acho estranho que eles não parecem seguir o que tem de mais moderno em estudos publicados sobre o assunto.
    Na verdade, a parte acústica nem parece ter um projeto de verdade.

    Acho que existe uma enorme quantidade de energia gasta em coisas que pouco vão ajudar no resultado final e pecam no tratamento interno da sala. Nunca vi, também, alguém apresentando boas medições dos seus ambientes também. Exibido como alguns audiófilos parecem ser, acho que mostrariam se fosse perfeito "by the book".
    Lógico que meu escopo de abordagem está relacionado com salas de audição dos audiófilos. No meio profissional, já vi estúdios que parecem ser feito como manda o figurino.

    Uma coisa interessante que vi, por exemplo, são as salas de audição da Som Maior.
    Nunca estive lá, e não duvido que seja ótima. Contudo, existe um enfoque muito grande na estética e o escritório contratado para esse serviço é bem conhecido nos EUA, pela pesquisa que fiz em fóruns, por fazer apenas projetos "medianos" sem muito rigor técnico, mas bonitos.

    Lógico que um projeto bonito tem o seu valor. Inclusive, sei que muitas pessoas iriam preferir uma sala bonita que soa bem, do que uma sala que soa MUITO bem, mas que é feia. Vamos combinar, normalmente, nesse nosso mundo capitalistas, os supérfluos são mais valorizados.

    E é claro ver que esses projetos não tem grande rigor técnico, basta ver o grande uso de difusores sem nenhuma modulação para evitar "lóbulos". Ou seja, uma diminuição da eficiência da difusão e uma concentração de reflexão de energia em certos ângulos. A outra coisa, é o abuso de uso de difusores de três dimensões.

    Lógico que eu, entre o que eu tenho hoje e essas salas, eu ficaria com qualquer uma delas, pois são muito melhores que a minha, com certeza. Só o custo que não parece justificar.

    Agora, acho importante diferenciar o que seria uma sala de audição crítica para uma sala de audição musical ao gosto do freguês.
    Será que essas duas coisas são 100% compatíveis ?

    Acho que se uma pessoa quer avaliar gravações e equipamentos 'criticamente', acho que a sala tem que ser a mais neutra possível mesmo. Não pode colorir o som que sai das caixas. É o conceito das salas de monitoração de estúdios. O único ponto é que isso pode ser feito de diferentes maneiras e não existe somente uma forma de obter a sala crítica de audição e nem precisa, teoricamente, de um investimento tão alto.

    Por outro, já se sabe, por exemplo, que o nível de reverberação em salas de audição que agrada audiófilos pode ser um pouco mais alto que o esperado em estúdios.
    Algumas pessoas já defendem, inclusive, que não é necessário um grande investimento em acústica para ter uma boa experiência de reprodução musical se a concepção das caixas acústicas levar em conta o tipo do ambiente.
    Aí entram as caixas bipolares, omni direcionais e outras concepções como line array e CBT.

    Eu acredito um pouco nessa linha também e sou simpático à forma como o Holbein monta os seus sitemas de som.
    Mas sou mais simpático ainda à ideia que a nossa memória auditiva é curta e é importante ter um método de validação dos achados e das configurações propostas, algo que não é prático se você não tiver muito dinheiro disponível.
    Por que eu acho isso importante ? Ora, já viram os conceitos do Linkwitz e as suas caixas ? Acontece que em um teste direto, ainda que sem muito rigor técnico, as caixas dele não foram as escolhidas como as melhores, ainda que fossem tecnicamente muito superiores, perdendo para um par de behringer que deve custar umas 20 vezes menos.

    Lógico que esse teste é discutível, está lá no fórum diyaudio, mas é um bom exemplo de como a coisa é um pouco complexa entre a teoria e a prática. Aliás, os próprios estudos apresentados pelo Linkwitz parecem ter uma aproximação pouco científica, levando em conta apenas uma situação do seu interesse: reprodução de música clássica na sua sala de forma a imitar a experiência de um concerto ao vivo.

    Eu, por exemplo, já não sou muito fã dessa abordagem. Nem curto muito música clássica e nem acho que é um bom objetivo tentar replicar a música ao vivo. Na verdade, prefiro a ilusão da música produzida. Não tem como em uma música ao vivo, ouvir um chocalho passando da esquerda para a direita, ao mesmo tempo que um tambor de uma bateria se destaca mais de lado e os pratos estão divididos entre lado esquerdo, meio, direita e etc...

    Na verdade, em geral, eu acho a reprodução ao vivo muito mais pobre. Se for amplificado, então, nem sei se o conceito de ao vivo pode se aplicar.

    Enfim, são só algumas considerações mesmo que me fazem perguntar o quanto ainda falta para evoluirmos em ideias, conceitos, e soluções para obter diferentes resultados que sejam consistentes com o esperado.

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