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Tópico: Nossa audição é como uma impressão digital? PARTE 2

  1. #11
    * Membro VIP * Avatar de Nixon
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    May 2015
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    Tentei baixar, mas o antivirus do meu computador não deixou de jeito nenhum. Tem um arquivo .exe anexado...

  2. #12
    Ele tem um arquivo de instalação e contagem de dias para expiração da licença.
    Nenhum problema aqui, parece inofensivo.
    Eduardo

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  3. #13
    É de supor que nossos amigos audiófilos conheçam bem do assunto de áudio, manjam da manjaria, mas lembro bem de um dia, quando fui a uma audição de um sistema fantástico e fiquei apreciando o som do sujeito. Lá pelas tantas o amigo sentou-se ao meu lado e me perguntou: Quer ouvir o que? E eu falei o Sting (na minha Pronúncia : o Esting!) e o sujeito me colocou pra ouvir o cd "I Ching" (ichingue). Moral da história: dá para confiar em ouvidos audiófilos?


    folder.jpg folder.jpg
    Este mês repararemos um erro e descontaremos 500 reais do seu salário.
    -É que no lugar de ir trabalhar vc está lendo o que escrevo.

  4. #14
    Essa foi complicada mesmo...

    Bom, eu já contei aqui alguns casos que ficaram bem marcados na minha lembrança.

    O primeiro foi um conhecido avaliador de equipamentos que num de seus cursos de percepção, depois de fazer um troca-troca enorme de cabos de força para tentar convencer os presentes de que o cabo mais caro tocava melhor, esqueceu que o mais barato havia sido instalado por último e começou a elogiar as "qualidades" daquele cabo, imaginando que fosse o mais caro, chegando a dizer que a voz de Shirley Horn parecia de uma pessoa bem mais jovem com o cabo instalado (o cabo que ele achava que fosse o mais caro) e com o cabo anterior parecia de uma velha... e o cara ministra cursos de percepção...

    Outro caso foi um encontro que fizemos em casa com alguns amigos de Campinas. Um dele, que era músico, tinha algum respeito do grupo pela afinidade com os instrumentos e o som ao vivo.
    Mas, curiosamente, ele insistia em aumentar o volume num nível quase insano, dizendo que aquele volume era o ideal para a audição dele. Chegou um momento em que todos saíram da sala de som e fomos para outra sala anexa, pois o volume era insuportável. Mesmo nesta outra sala, mal conseguíamos conversar.
    Ai um dos presentes comentou que o rapaz fez a mesma coisa na casa de outro amigo e conseguiu azular um tweeter de alumínio de uma caixa B&W, o que causou um mal-estar muito grande com o dono que ficou bastante irritado.
    Em razão disso, resolvemos combinar de conversar num volume onde todos poderiam ouvir, mas o mais baixo possível. Não deu outra, ele não ouvia nada. O rapaz estava em avançado estágio de surdez, e por isso aumentava demais o volume...

    Fiz muitas experiências neste sentido em outras oportunidades, e é impressionante identificar o que cada pessoa ouve de verdade.

    Eu, por exemplo, tenho muita dificuldade para ouvir o que a minha esposa fala...
    Eduardo

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  5. #15
    Membro Avatar de Marcio
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    Jul 2012
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    Certa vez presenciei um fato deste também, o volume é um problema serio! Tem pessoas que realmente passam da conta. Graças a Deus neste aspecto fui e sou muito bem educado por um amigo que realmente conhece do "riscado". Ele, Spalla da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais por anos, atualmente “aposentados”. Um dia ele me chamou e disse assim: Marcio, "veja" o tamanho do som de um violino! É isso... Agora sinta a musica, veja como ela mexe com a nossa vibração e nos elava... A música tem esse poder, tanto para cima quanto para baixo! (O tema: Concerto para Violino de Brahms).

    Mais é isso, gosto não se discute, se apura! Conto todo respeito.

    Há, tem outro detalhe, um dos segredos da paz para audição esta na pratica em ouvirmos nossas esposas, entre outros benefícios como tranqüilidade em eventual upgrade, mais mansas e carinhosas e assim por diante. (Conselho de amigo).

    Abraço,

    Marcio.

    PS. no tema, ok! rs.

  6. #16
    Costumo dizer que o melhor som é aquele que se identifica com você, e não com alguém que te aconselha.
    Uma vez, comentando com um amigo que fiz depois de publicar um artigo no Hi-Fi Planet, e que já vou avaliador de equipamentos para uma revista, eu perguntei pra ele como é possível alguém querer medir qualidade sonora apenas pelos seus próprios ouvidos, por mais "treinados" que sejam, achando que sua opinião pode valer para todo mundo.

    Eu esperava a resposta numa linha de defesa de conceitos, já que ele foi um avaliador e influenciador de opiniões. Ele me respondeu que isso não é possível mesmo, e que hoje ela sabe disso, mas na época, além dele não ter esta certeza, havia ainda forte pressão para que os equipamentos fossem sempre bem avaliados para não perder o anunciante.
    Comentamos sobre detalhamento, e lhe comentei um caso que aconteceu comigo: O rapaz veio em casa e trouxe uma pilha de cabos para testarmos (acho que já comentei isso aqui algumas vezes), e cada vez que ele mostrava uma sutil diferença num cabo, eu ajustava o DSP e mostrava que era possível reproduzí-la facilmente sem perda de qualidade. Foi quando ele puxou um cabo de prata e me pediu para testar aquele, pois ele aumentava muito o detalhamento dos sons, e isso não é possível corrigir com um equalizador.
    Eu percebi que este detalhamento nada mais era do que maior ênfase dos agudos, e consegui reproduzir o efeito em meu sistema.
    O amigo, ex-avaliador, me comentou que era assim mesmo, que muitas vezes ele também percebeu que o "tal do detalhamento" não era uma limitação dos equipamentos, mas uma característica da curva de resposta que reforçava aquela faixa, mas que eles e outros colegas gostavam pois dava uma sensação de ouvir coisas que não estavam tão presentes antes, como se o sistema limitasse a capacidade do disco em fornecer estas informações mais sutis.
    Um dia, porém, um colega de gravação ouviu um sistema que era uma das "referências" da revista e lhe disse: "Vocês estão loucos, estes detalhes são sutis e não escandalosos assim..."
    Foi quando eles perceberam que havia algo errado e começaram a colocar muitas coisas em xeque.

    Já está provado que ouvimos de forma diferente, e a melhor forma de conseguir o som "real" é conhecer os desvios de nossos ouvidos e de todo o nosso sistema, e aplicar uma curva de correção. Desta forma, teremos um som sem a perdas e ganhos introduzidos por eles, e, se desejar, ajustá-lo a gosto, o que também não é nenhum pecado, afinal, nunca se sabe como o disco foi gravado.
    Eduardo

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  7. #17
    Membro Avatar de Radames
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    Sep 2012
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    Bem, baixei o programa e realizei o teste ontem a noite. E aqui tem que ser a noite porque durante o dia é uma barulheira danada.
    Achei o resultado bem interessante.
    Percebi que meus ouvidos possuem "curvas de resposta" muito parecidas e as compensações ficaram em no máximo 5 Db de diferença entre a maior e a menor. O único teste em que a diferença foi maior que 5Db foi o número 8. Isso em ambos os ouvidos.
    Tive que compensar em quase 7Db para ouvir a frequência de teste. Aparentemente o ruído que tenho nos ouvidos, apesar de ter frequência bem alta, interfere nessa região dos médio/agudos.

    Aí vem a parte que achei um pouco estranha no "tratamento".
    Depois do teste de audição o programa gera um ruído que, em tese, deveria exercitar aquela área deficiente. O que ele efetivamente faz é repetir em loop o sinal onde foi detectada a maior deficiência, mas em um ouvido só! E, pelo menos no meu teste, a diferença entre um ouvido e outro no teste 8 foi de apenas 2 db. Acho que se os dois ouvidos possuem a deficiência o teste poderia aproveitar e "tratar" os dois.

    De qualquer forma, achei o teste bem interessante e recomendo que todos façam. Assim pode-se ter uma idéia melhor de como seu ouvido responde.

    Abração!
    Keep "calms" and say: Cacilds!

  8. #18
    Radames,

    Legal !

    Uma pena que o teste não é um pouco mais detalhado e com mais abrangência nos extremos, mesmo assim é bem interessante.

    Você vai fazer este tratamento?
    Eduardo

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  9. #19
    Membro Avatar de Radames
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    Pretendo fazer sim. Mal acho que não fará
    Sei de algumas coisas que ajudam a reduzir o ruído que tenho, mas infelizmente não tenho paciência ou disciplina seguir para nenhuma delas. Os dois principais são ingerir menos açúcar e exercícios regulares. Mas pô, abrir mão de uns docinhos e me enfiar regularmente em uma academia?! Isso não é bem meu perfil

    Então vou testar o programa e ver se haverá alguma diferença na intensidade do ruído. Se em duas semanas eu realmente perceber alguma melhora posto aqui no tópico

    Abração!
    Keep "calms" and say: Cacilds!

  10. #20
    Também não era o meu perfil, mas agora estou sendo obrigado a mudar de hábitos... alimentação saudável, nada de doces e gordura, e 45 minutos de esteira por dia...
    Eduardo

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