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Tópico: Vinil x CD na visão de um respeitado engenheiro de gravação

  1. #71
    * Membro VIP * Avatar de luiz carlos
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    Aug 2012
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    são bernardo do campo
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    Eduardo, boa tarde. Li o teu texto com bastante atenção e ele é coerente com tudo o que você escrevia antes e agora também. Acho bastante importante quando você enfatiza que no final, o que prevalece é a música, mesmo reproduzida no mp3 do carro. Ás vezes, quando ouço uma música que não ouvia há tempos, sinto o arrepio da emoção que ela transmite, independentemente se está sendo tocada em rádio de pilha, no alto-faltante do celular ou qualquer outro meio de reprodução. Em abril tive o privilégio de ganhar uma viagem de alguns dias de férias de minha mulher e minha filha. Fomos ao Teatro Colon assistir a Don Quijote com balé e orquestra do teatro. Esse teatro tem uma arquitetura linda, boas acomodações e uma acústica que é excelente. Aquilo é realmente um sistema de altíssima qualidade de reprodução do som. Ficou em minha memória. Até minha neta, de 17 anos, depois do espetáculo me perguntou se o som que ela tinha ouvido era de castanholas mesmo.
    De outro lado, quando você escreveu que vai se desfazer de alguns equipamentos, se tiver ainda o receiver Marantz e se vai se desfazer dele, sou candidato.

  2. #72
    Olá Luiz

    Uma vez comparei alguns audiófilos com alguns motociclistas que eu conheço. Esses motociclistas compram motos caras para, segundo eles, ganharem liberdade e assim visitarem lugares bonitos. Mas, no fundo eles estão é afim de curtir as suas motos.
    Nestes passeios o assunto é moto, eles olham mais para as motos do que para a paisagem em volta e, enfim, suas paixões são as motos.

    Alguns audiófilos são assim, eles dizem que buscam ouvir música com qualidade, mas no final estão mesmo é curtindo os seus brinquedos.
    Não há nada de errado nisso, mas a música é uma linguagem universal, capaz de provocar emoções sendo tocada num radinho de pilha ou num caro hi-end de 500 mil dólares. Eu adoro música, mais do que os meus equipamentos.

    Me lembrarei de você sim quando for me desfazer do Marantz, pode ficar tranquilo.

    Abração
    Eduardo

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    Audiofilia: Retroceder Nunca, Render-se Jamais

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  3. #73
    O Flavio Adami parece ser uma boa pessoa, mas as vezes ele sofre do mal do exagero fanático de alguns audiófilos quando se trata de colocar os seus gostos pessoais.
    Na última edição da Audiophile News, de número 463, ele novamente inflamou os ânimos e, mais uma vez, repetidamente como tem sido, defendeu cegamente a reprodução analógica desvalorizando o digital.

    Acho que é preciso respeitar opiniões contrárias e estabelecer um equilíbrio de opiniões. Mesmo ele sendo um apaixonado pelo vinil, muita gente realmente forte do mundo Hi-End prefere o digital, que também tem as suas virtudes, assim como o analógico tem os seus defeitos, como o editor chefe da Stereophile, que recentemente afirmou gostar muito do vinil, mas que reconhece que o digital evoluiu muito e apresenta mais virtudes.

    Gostar da fitinha K7 é até admissível, mas não enxergar os defeitos que ela tinha é levar a coisa um pouco para o lado da paixonite pessoal. Ele cita os modelos de tape deck que teve para reproduzir seus K7s, mas eu tive modelos bem superiores, e, honestamente, não sinto saudades da flutuação, do chiado de fundo, da perda de altas frequências e do desequilíbrio tonal destas fitinhas que se deterioravam muito rapidamente. Abandonei o K7 logo com a chegada dos primeiros CDs, e mesmo sendo um produto ainda em evolução, nem perto do que é hoje, o CD na época já trazia um panorama mais fiel do que deveria ser a alta fidelidade. O CD foi o primeiro passo para o surgimento do XRCD, SACD, DVD-A e até do BD-Audio, este considerado por muitos especialistas um formato muito superior ao vinil.
    As gravações "master" em digital, em altas resoluções, e suas transposições para os modernos formatos em alta definição oferecem hoje um resultado incomparável com os formatos Hi-Fi analógicos nascidos na década de 70 ou antes.

    No formato digital não temos o "meio magnético" no caminho, como no caso das fitas magnéticas que possuíam muitas limitações. Mesmo no vinil, a reprodução se dá por meio de uma cápsula que oferece variações magnéticas provocadas pela passagem de uma agulha sobre uma superfície de plástico com irregularidades superficiais. Precisamos lembrar que, entre o que foi gravado no disco e as caixas, além da cápsula, temos ainda uma rede equalizadora (inclusive digital hoje nos modernos equipamentos) para "tentar" corrigir a curva de frequências (RIAA) adulterada pelo sistema analógico de vinil.
    Lembramos que, ainda hoje, essa curva não é totalmente padronizada pelas gravadoras e pelos fabricantes de equipamentos, e que os equalizadores analógicos encontrados em muitos pré-amplificadores de phono são formados por redes passivas relativamente imprecisas, com curvas sempre ajustadas por aproximação.

    Precisamos lembrar, ainda, que a qualidade de uma gravação magnética dura muito pouco, e ainda é afetada por todos os campos magnéticos ao redor, inclusive pelos pólos magnéticos naturais da Terra, e que o vinil também sofre rápida deterioração com o atrito da agulha no plástico (já comprovada na prática). Já no digital, o sinal codificado será exatamente o mesmo em 100 ou mil anos.

    Não existem no digital as limitações de velocidade, de frequências ou faixa dinâmica que fisicamente ocorrem no analógico. Não há como mudar as leis da física.

    Alguém hoje seria capaz de afirmar que o filme ainda supera o digital na fotografia? Que as antigas TVs de tubo superam hoje as modernas TVs 4k ou 8K? Será que hoje teríamos computadores analógicos para estarmos escrevendo estas nossas opiniões em nossas telinhas digitais e enviando pela internet através de sinais digitais? Alguém pode imaginar uma rede de dados como a internet utilizando sistemas analógicos (isso é impossível pelas próprias limitações dos sinais lineares)? Os navegadores de GPS funcionariam no âmbito analógico? E os smartphones seriam sequer 10% do que são hoje?
    O digital é realidade. O saudosismo é saudável. Eu guardo como recordação algumas máquinas fotográficas analógicas inclusive de médio formato. Era gostoso, confesso, manipular o rolo de filme fotográfico, e o processo de revelação era um trabalho de criação, muito relaxante até. Mas, preciso aceitar que a imagem digital de uma câmera de celular hoje consegue ser muito superior àquela das melhores câmeras analógicas de 35mm.

    Com tudo isso, não quero dizer que sou contra o analógico, ou que, subjetivamente, um formato seja melhor do que o outro. Tenho os dois sistemas em casa (ambos de muita qualidade), e, portanto, não preciso "torcer" para um ou para o outro lado. Ouço os dois. Tenho a minha preferência pelo digital, pois os defeitos crônicos do vinil (impossível ignorá-los na prática) me incomodam um pouco, mas, respeito quem prefere o analógico.

    Cada caso é um caso, cada gosto, um gosto. Mas, afirmar que o digital não se presta para ouvir música, aí já é ultrapassar um pouco os limites do bom-senso e deixar uma paixão de ordem pessoal também ultrapassar os limites da realidade.
    Mostrar que o vinil vem crescendo em relação ao CD é também cometer outro grande erro, pois qualquer criança hoje sabe como baixar as suas músicas preferidas pelo computador, sem precisar adquirir uma mídia física para escutá-las.
    Também é preciso lembrar que a experiência nos mostra que o melhor nem sempre é o mais vendido, e isso vale para automóveis, chocolate, cerveja, etc...

    Me preocupa quando vejo que, depois de tanta evolução que tivemos na audiofilia, principalmente graças a aproximação que o universo digital nos trouxe (com a internet, whatsapp, etc...), ainda nos deparamos com comentários de algum retrocesso, com o subjetivismo tentando se impor como verdade absoluta. Parece que estou revivendo os comentários que vi um dia sobre a fotografia (outra paixão pessoal) onde os amantes do filme afirmavam que o digital não funcionaria para a fotografia.
    Acho que se houver uma bola de cristal que afirme isso, ela deve ter pouca capacidade de memória ou processamento, pois a evolução tecnológica não sofre retrocessos, pelo contrário, ele ocorre sempre num único sentido, e para frente, independente das dificuldades e tropeços que ocorram pelo caminho. Se os grandes inventores não tivessem acreditado na tecnologia, na evolução e na ciência, não teríamos hoje sequer aviões cruzando os céus quando as primeiras experiências fracassaram e disseram que voar era para os pássaros, ou estaríamos hoje com o céu cheio de balões tripulados.

    Admiro o Flávio, até porque ele é amigo de um amigo meu por quem tenho um grande respeito e carinho, o Jorge Knirsch. E um amigo do Jorge é meu amigo também (e sinta-se convidado a participar deste nosso humilde espaço).
    Mas, Flávio, por favor, já ultrapassamos essa fase. Vamos andar para frente e não ficar patinando no mesmo lugar. Temos espaço para todos os gostos hoje, mas não vamos transformar nossos gostos em verdades absolutas sob a nossa única ótica.
    Viva o analógico ! Viva o digital ! E viva o que mais vier pela frente, desde que agregue mais tecnologia aos nossos hobbies.
    Eduardo

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  4. #74
    Daniel, você já adquiriu o CD player?
    Eduardo

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  5. #75
    Citação Enviado originalmente por Eduardo Ver Mensagem
    Olá Luiz

    Uma vez comparei alguns audiófilos com alguns motociclistas que eu conheço. Esses motociclistas compram motos caras para, segundo eles, ganharem liberdade e assim visitarem lugares bonitos. Mas, no fundo eles estão é afim de curtir as suas motos.
    Nestes passeios o assunto é moto, eles olham mais para as motos do que para a paisagem em volta e, enfim, suas paixões são as motos.

    Alguns audiófilos são assim, eles dizem que buscam ouvir música com qualidade, mas no final estão mesmo é curtindo os seus brinquedos.
    Não há nada de errado nisso, mas a música é uma linguagem universal, capaz de provocar emoções sendo tocada num radinho de pilha ou num caro hi-end de 500 mil dólares. Eu adoro música, mais do que os meus equipamentos.

    Me lembrarei de você sim quando for me desfazer do Marantz, pode ficar tranquilo.

    Abração
    Eduardo,

    Nota 10 pra esse comentário. Sou, como audiófilo, a favor do pratico desde que me traga a musica em sua plenitude.
    Hoje eu tenho ouvido minha musica sem envolver tantos equipamentos, esforços e cuidados. Uso meu streamer/DAC/Pré + Power + Caixas,
    monitorando no IPhone ou IPad, tanto volume quanto as musicas que decido ouvir.
    Raramente ponho um CD pra ouvir. Vinil, nem me lembro direito a trabalheira que dava, era tanta. Fitas k7, ficou pra trás há muito tempo.

    Abs,
    Gilberto

  6. #76
    Um sistema considerado high end hoje não precisa ser valvulado, com vinil e essas coisas todas. A tecnologia está avançando nesta área.
    Digo mais, os amplificadores classe D já chegam junto do padrão sonoro dos classe A. Há muita corrente contrária que acha que não mas.... isso é tapar o Sol com a peneira.

  7. #77
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    Citação Enviado originalmente por Eduardo Ver Mensagem
    Daniel, você já adquiriu o CD player?
    Boa tarde Eduardo,

    ainda não comprei o CD Player. Continuo interessado em adquirir um.

    Abraço,

    Daniel

  8. #78
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    Olá Eduardo, tudo bem?
    Quando li o texto do Flávio Adami fui transportado para uma época que passávamos uma manhã/tarde toda gravando nossos vinis para formar as coletâneas nas K7 metal e sair correndo para colocar no toca Fita TDK ou Motorádio auto reverse com um amplificador Tojo que tínhamos no carro ou para ouvir com nossos amigos. Mesmo ele querendo dar uma forçada na barra com relação ao analógico sinto que ele é um grande saudosista.
    Abraço,
    Paulo

  9. #79
    Por isso esse é um grupo tão bacana... todos com opiniões maduras, cada um com o seu gosto e sempre se colocando com respeito e cordialidade.
    É um grupo pequeno mas de muito respeito, bem longe do comum daqueles grupos onde a arrogância impera alimentada pelo desconhecimento.
    Merecem ser VIP.
    Eduardo

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  10. #80
    Daniel, vou conferir neste final de semana se aquele player que te falei ainda está disponível nas minhas coisas... é... nas minhas bagunças...
    Eduardo

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