Página 2 de 9 PrimeiroPrimeiro 1234 ... ÚltimoÚltimo
Resultados 11 a 20 de 90

Tópico: Vinil x CD na visão de um respeitado engenheiro de gravação

  1. #11
    Não adianta explicar quando o ouvinte não quer entender.

    O sujeito diz que se o vinil fosse eficaz seria usado para o multicanal do cinema, tipo de reprodução de áudio que demanda grande técnica e que teve impressionante evolução com a tecnologia digital. Mas na "audiofilia" nem mesmo engenheiros e técnicos são importantes, a não ser que digam que o vinil é melhor que o digital, que tomadas façam diferença no áudio...

    Passaram muitas décadas evoluindo a gravação em vinil. Acreditaram que apenas gravar a masterização do vinil em digital ia ser fácil. O segredo sempre esteve na masterização, pois com alguma técnica, todo o arquivo audível vai caber num CD. O quê desse arquivo vai fazê-lo mais fiel ao original ou mais agradável de se ouvir é a decisão do engenheiro na masterização.

    Um disco bem masterizado vai ser sempre um bom disco tecnicamente falando e vai reproduzir o áudio bem num sistema adequado. Seja em vinil ou em CD. O que se aponta é que em vinil é impossível manter a qualidade em um grande número de cópias do mesmo original, bem como é inafastável a retirada de frequências para que o álbum caiba na mídia. Retira-se na masterização e acrescenta-se no RIAA do pré de fono. Se isto vem sendo feito com enorme qualidade, deve-se ao excelente trabalho e à evolução dos engenheiros.

    Isto é o que é descrito no vídeo, e não que o multicanal seria gravado em vinil.

    Ricardo (VTR),

    concordo exatamente com o seu texto, já tirei muita reprodução "deliciosa" de vinis. Mesmo sem sistema muito bom, bastava me deixar com um equalizador, eu bom receiver já era muito bom.

    Estou penando para aprender a fazer o mesmo com o Hypex 2.100d, pois a "brincadeira" é muito mais complexa e meu cérebro já não deve ser tão bom quanto antes...mas o que sai nas (mesmas) caixas é de impressionar. Meu desafio atual é fazer o áudio de qualidade tocar em baixo volume, já consegui algo semelhante ao loudness do Yamaha, mas tem muita água para rolar ainda... Ainda bem, pois é o que tem me feito voltar a gostar dos desafios do áudio residencial.
    Um Abraço,
    Marcello.


    - Ainda acho a qualidade da música mais importante que a qualidade do audio. Espero evoluir nisso um dia! -

  2. #12
    Citação Enviado originalmente por mmbdp Ver Mensagem
    ...manter a qualidade em um grande número de cópias do mesmo original, bem como é inafastável a retirada de frequências para que o álbum caiba na mídia. Retira-se na masterização e acrescenta-se no RIAA do pré de fono. Se isto vem sendo feito...
    Não é retirar, remover: atenuam-se os graves/reforçam-se os agudos que terão tratamento contrário nos circuitos do estágio de fono para restabelecer a planura dos sinais [ou pelo menos "mimicar" (!) o que estava na gravação/master original]

    Uma fase ultra crítica do processo e onde/quando muitos vão morrer na praia do LP analógico...
    Última edição por VTR; 16-07-15 às 14:24.

  3. #13
    Citação Enviado originalmente por mmbdp Ver Mensagem
    Não adianta explicar quando o ouvinte não quer entender.
    quem é o ouvinte?
    Eduardo

    ____________________________________________

    Audiofilia: Retroceder Nunca, Render-se Jamais

    www.hifiplanet.com.br

  4. #14
    Citação Enviado originalmente por VTR Ver Mensagem
    restabelecer a planura dos sinais
    Essa "planura" que é o problema, já que não há um consenso sobre a curva adotada.
    Eduardo

    ____________________________________________

    Audiofilia: Retroceder Nunca, Render-se Jamais

    www.hifiplanet.com.br

  5. #15
    Não, ao contrário: até os anos 50 por aí haviam várias curvas de gravação em LPs, cada fábrica tinha a sua particular etc etc.
    Uma bagunça.
    Resolveu-se então por uma só curva de acordo com a R.I.I.A. e desde então esse é o padrão adotado (consenso) na fabricação dos LPs.
    E funcionou/funciona muito bem.

    O que nunca funcionou adequadamente foram os circuitos destinados a reverter essa curva de gravação nas nossas audições: há desde os ultra corretos e decantados nos reviews audiófilos por aí (ex. o famosissimo Vendetta) até aqueles vendidos por 90 reais nos mercados livres... (e que muita gente boa ainda compra na ilusão pipoqueira do analógico)

    Entre estes 2 extremos gravitam os audiófilos com uma razoável chance de acerto na escolha do aparelho mais correto e que não custe 1 braço para se comprar.
    Tem que saber escolher (isso nos mercados de primeiro mundo...) porque por aqui agarra-se o primeiro importado que apareça (e onde existem tb refinadas porcarias)

    Nosso mercado brasileiro nunca teve nada digno de menção audiófila com a exceção de alguns produtos de origem artesanal e um ou outro de marca conhecida mas de efemera presença no mercado.

    Este aparelho preamplificador/estágio de fono ainda é de longe um dos mais difíceis de se projetar e fazer funcionar dentro do padrão mencionado acima.
    E os bons custam caro mesmo.
    Quando isso acontece os bons discos são coisa maravilhosa de se ouvir e curtir.

  6. #16
    Vou botar mais lenha na fogueira,rsrsrsr.Fita K7 entra na disputa?

    Estou a brincar de fitas aqui e está muito interessante,nem imaginava que fitas com mais de 20 anos,paradas e gravadas comumente me fariam pirar.

  7. #17
    * Membro VIP * Avatar de Marcivs
    Data de Ingresso
    Jun 2015
    Localização
    Nova Petropolis
    Mensagens
    902
    Veja bem, Dartzeel, as fitas cassete são "miniaturas" das fitas de rolo utilizadas em Revox, Teac, Sony, Scully, etc reel to reel, para uso profissional para fazer as masters tape dos discos analógicos, e portanto, apresentam mais ou menos a mesma performance, só considerando-se que a largura da fita diminui e consequentemente a quantidade de informação, além da mudança de velocidade, etc....Assim como nos discos de vinil , há uma equalização na gravação das fitas, além da utilização de uma corrente AC de "bias" de frequencia na faixa de 40kHz somada ao sinal de áudio que vai até a cabeça de gravação, que serve para tentar linearizar a sensibilidade da fita em relação as frequencias, ou seja, aqueles audios maravilhosos das fitas master também sofrem influencia de curvas de equalização, correntes de bias, etc...o que acaba sendo extendido a fita cassete. Tive a oportunidade de alinhar e ouvir Tape Decks Nakamichi, 700 ou 1000, grandes máquinas que tinham uma cabeça para gravação e outra para playback e usando-se uma fita de ferro de qualidade, e bem ajustados, o teste AB era de uma resposta incrível, principalmente do 1000, resultado que também era possível de se obter com o Pioneer CTF 1000, grande máquina....então mais uma vez estamos escolhendo os recursos menos piores e não os melhores......

  8. #18
    Citação Enviado originalmente por Audionet01 Ver Mensagem
    Colegas,

    O tema vinil x cd só se esgotará no dia que outro formato traga as vantagens de cada lado, sobrepondo-as.

    A discussão compreende clamores de apaixonados que defendem com unhas e dentes qual formato é melhor.

    Li e ouvi muita coisa até agora pouco, mas o que de mais coerente percebi foi esta matéria no Uol, a qual compartilho com os colegas:

    http://canalbrasil.globo.com/program...u-digital.html
    É por isso que estou desistindo do áudio como hobby social. Não há nada de novo, ou melhor, quando há algo de novo a maioria rechaça pra ficar revisitando um monte de ladainhas que não rendem nada além de discussões infundadas, brigas e textos de pseudo especialistas em tudo o que há por aí...

    Tô fora.

    PS. Sérgio, nada contra você. Só contra revisitar esse tipo de assunto tosco. Qual será a próxima bola da vez, plasma vs LCD? MP3 vs FLAC? Ah! Já sei... Válvula é melhor que transistor!

    Abraços a todos.
    Blind Test in Deaf Mind is Senseless...

  9. #19
    Faça como eu: finja que vc não vê os assuntos que vc não aprecêia...


  10. #20
    Citação Enviado originalmente por VTR Ver Mensagem
    Não, ao contrário: até os anos 50 por aí haviam várias curvas de gravação em LPs, cada fábrica tinha a sua particular etc etc..
    Correção: até os anos 70 ainda haviam gravadoras de renome que usavam curvas próprias como a Decca, Columbia, a alemã Teldec (Telefunken-Decca), entre tantas outras. Ainda hoje as curvas de equalização não são muito precisas.
    Alguns bons fabricantes de prés de Phono disponibilizam, atualmente, ajustes para diversas equalizações justamente para correções destas curvas. O problema é que o usuário, na prática, faz um ajuste "de ouvido" e mantém esta equalização para toda a sua coleção.

    Teve uma publicação que já fez uma comparação e mostrou que mesmo gravações mais atuais variam muito. Um dos álbuns que apresentou enorme variação, e por incrível que pareça é "referência" entre os audiófilos, é a gravação "Time Out", aliás, um dos discos que mais gosto de ouvir e que tenho em vários formatos de gravação.
    Tenho um amigo médico que é apaixonado por vinil e digital, sem vencedores na opinião dele, e ele me comentou a mesma coisa. Ouvimos na casa dele um vinil 200g que tenho do Time Out (quase zerado), o CD original, um SACD, um K2 HD, e uma gravação da Sony em Ultra HD (todas de minha coleção), e esta última foi realmente impressionante, a que mais agradou a todos. Imagino se capricharem um dia numa versão BD.
    E o TD e o pré dele são acima de qualquer suspeita.

    Eu ainda acho que qualquer comparação entre CD comum e vinil é fora de sentido, e não existe aqui um vencedor, mas tão somente gosto pessoal. Acho que os novos formatos já estão dando um banho em todos estes formatos.

    Em se tratando de multicanal, aí não tem jeito mesmo. É querer fazer milagre.
    Eduardo

    ____________________________________________

    Audiofilia: Retroceder Nunca, Render-se Jamais

    www.hifiplanet.com.br

Permissões de Envio de Mensagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •