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Tópico: Disjuntores X Fusíveis

  1. #11
    Olá Nixon

    Solda comum para circuitos eletrônicos.
    Deve-se usar um ferro de soldar de boa potência. Estanhar as pontas dos fios a serem emendados, prendê-los mecanicamente e concluir a soldagem de união.
    Não precisa usar solda com prata
    Eduardo

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  2. #12
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    17
    Eduardo, muito bem colocado.
    De forma empírica, pois não tenho o conhecimento necessário para isso, acredito que o fusível seja superior ao disjuntor no quesito contato.
    Planejo fazer melhorias no quadro somente quando partir para uma reforma geral da casa, quando fiz não foi com foco em áudio, mas sim em superdimensionar para ter maior economia de energia (coisa de alemão, aqui do sul).
    Hoje já tenho um disjuntor exclusivo para as tomadas da sala, mas vejo como ideal, quando trifásico, reservar uma das fases só para os equipamentos, assim não teria problema com outros equipamentos ligado na casa, apesar que hoje não sinto problemas.
    Com relação a oxidação dos painéis, vale dar uma olhada e ler um pouco sobre o "Corrosion X", utilizo ele em um outro hobby que é automodelismo, e tenho um automodelo só para andar na praia, após as brincadeiras, lavo e aplico, e não tenho problemas com oxidação. Esse mesmo produto, apliquei com cotonete nas tomadas da praia e também nos contatos da iluminação externa da casa.
    Abraço, Eder

  3. #13
    Esclarecendo meu comentário, para que não reste a impressão que eu tenha dito que ninguém ouve a diferença entre disjuntores e fusíveis.

    Há pessoas que ouvem diferenças sonoras quando trocam disjuntores por fusíveis. Assim como há pessoas que ouvem diferenças sonoras quando colocam um saquinho com pedrinhas em cima dos seus cabos.

    O que eu queria dizer é que, apesar de algumas pessoas ouvirem tais diferenças, elas (as diferenças) não existem.

    Enviado do meu telégrafo usando Tapatalk.

  4. #14
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    902
    Well, well, well....Eduardo, coordeno uma planta industrial com uns 900kVA instalados, e todas , TODAS as conexões são mecânicas e portanto, toda a corrente elétrica que consumimos passa por estas conexões, e com exceção de equipamentos com vibração, que eventualmente soltam alguma conexão(depende da posição de localização em relação ao Equador), não temos problemas. Por outro lado, conexões soldadas, só se for com solda prata+foscope, como os sistema de para-raios, que estão enterrados e não podem sofrer manutenção ponto a ponto, então, apesar do custo, vale a pena a solda.
    Ser formos usar esta de eletronica, Pb/Sn , veja que a condutividade destes materiais é muito ruim, 10 vezes menor que o cobre e a prata e menor até do que do níquel e ferro, do qual são feitas as resistências elétricas, que são feitas para gastar energia elétrica e não para conduzir...O Chumbo, por exemplo (cada vez mais em desuso - Free Pb) é utilizado nos fusíveis como elemento do elo fraco do circuito, para protegê-lo, então, soldar conexões elétricas!!!! eu não confio...nem estou falando da questão High End e sua aura mística, e sim, da questão operacional científica fundamentada.....uma instalação elétrica com elementos fixados mecanicamente, se em sobrecarga, poderá estressar um pouco o sistema e as conexões, que devem ser dimensionadas para suportar isto, MAS, um sistema elétrico com soldas do tipo Sn/Pb, se sofrer uma sobrecarga, pode acabar derretendo ou comprometendo esta junção, que dadas as características de condutividade, servem apenas para fixação mecânica dos componentes e interfereindo negativamente sob o aspecto elétrico científico fundamentado, sob o aspecto High End então!!!!

    wire wrap.jpg

    Usei muito este sistema de Wire Wrap, que era utilizado em placas eletrônicas de protótipos e produtos também.....os equipamentos japoneses de àudio mais Vintage usavam este tipo de conexão, não sei como é hoje, a Marantz também usava, a telefonia usou e usa este tipo de conexão, e é metal contra metal, mecânica e elétricamente unidos.....a pensar......

  5. #15
    * Membro VIP * Avatar de Marcivs
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    902
    Vou começar com um disjuntor assim

    20151201_100720.jpg

    Mas se eu notar alguma coisa não conforme, vou partir pra algo assim.....

    20151201_101247.jpg

  6. #16
    Eu gostaria de opiniões de engenheiros eletricistas e de eletrotécnicos, para que a discussão tenha embasamento técnico/científico.

  7. #17
    Citação Enviado originalmente por eder.holz Ver Mensagem
    Com relação a oxidação dos painéis, vale dar uma olhada e ler um pouco sobre o "Corrosion X", utilizo ele em um outro hobby que é automodelismo, e tenho um automodelo só para andar na praia, após as brincadeiras, lavo e aplico, e não tenho problemas com oxidação. Esse mesmo produto, apliquei com cotonete nas tomadas da praia e também nos contatos da iluminação externa da casa.
    Abraço, Eder
    Olá Eder.

    O corrosionX é um óleo fino como o WD40 e outros do mercado.
    Ele é muito bom para proteção superficial evitando o contato com o ar e com a umidade, mas não tem o poder de restaurar contatos e de fazer limpeza em conectores, como muitos alardeiam. Tem função protetiva, mas não deve ser usada para restauração de contatos.
    Para esta finalidade, a cera automotiva ainda é a melhor solução, e também proporciona uma camada protetiva.
    Você pode usá-lo em tomadas e contatos de iluminação, como já tem feito, pois vai retardar a oxidação dos mesmos.

    Abração

    Eduardo
    Eduardo

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  8. #18
    Citação Enviado originalmente por cegadede Ver Mensagem
    Esclarecendo meu comentário, para que não reste a impressão que eu tenha dito que ninguém ouve a diferença entre disjuntores e fusíveis.

    Há pessoas que ouvem diferenças sonoras quando trocam disjuntores por fusíveis. Assim como há pessoas que ouvem diferenças sonoras quando colocam um saquinho com pedrinhas em cima dos seus cabos.

    O que eu queria dizer é que, apesar de algumas pessoas ouvirem tais diferenças, elas (as diferenças) não existem.

    Enviado do meu telégrafo usando Tapatalk.
    Seria bem legal se você pudesse respeitar as opiniões dos colegas, assim como respeitamos as suas.
    Minhas observações não são baseadas em achismo sobre saquinhos com pedregulhos mágicos , mas em experiências próprias.
    Fiz, inclusive, algumas explicações lógicas sobre a razão destas mudanças. Estas observações foram observadas por mim, inclusive em osciloscópio de precisão.

    Não sou leigo no assunto, e procuro basear meus relatos em FATOS e não em suposições.
    Portanto, é muito perigoso afirmar algo contrário quando experiências reais mostram o contrário.
    Se você acompanha as minhas postagens neste Clube, sabe o quanto sou chato e questionador, sempre colocando em xeque muitas informações pouco embasadas. Não é fácil me enganar. Questiono tudo.

    Esteja certo que as diferenças que percebi foram muito reais, e mostraram que o disjuntor não é a melhor solução para proteção em áudio.
    Lembre-se que no fusível a corrente elétrica passa por um fio, já no disjuntor, a corrente elétrica está em série com uma solenóide, ou seja, há no caminho uma bobina com núcleo metálico.
    Além disso, o fusível não tem contatos internos, já o disjuntor possui um contato eletromecânico, e sabemos que não existe a superfície de contato elétrico ideal. Todo contato elétrico é irregular se visto ampliado.
    Ainda, o contato elétrico, do tipo usado em disjuntores, sofre com o efeito de micro-fusões superficiais, ou seja, pontos da superfície se fundem com a passagem de corrente elevada chegando até a migrar de uma superfície para outra (característica comum do disjuntor por conta do faiscamento dos contatos), e isso é bastante prejudicial para o contato elétrico.
    Só para se ter uma idéia do que acontece com contatos elétricos com o uso, coloco a foto abaixo. Claro que os danos nos contatos dos disjuntores costumam ser geralmente menores, mas nem sempre. De qualquer forma, ele é prejudicial, aquece o contato e induz fortes ruídos.



    O contato elétrico do disjuntor ocorre ainda por "efeito mola", já um fusível do tipo diazed, que é o que utilizo, tem uma pressão de contato garantida por força mecânica, e não de mola, o que também garante um contato mais perfeito e seguro.

    Se você somar isso à qualidade bastante irregular da maioria dos disjuntores do mercado, veremos que o melhor é ficar bem longe da maioria deles.
    Eduardo

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  9. #19
    Márcio,

    Se você notar, vai perceber que em caso de sobrecarga ou queima, o rompimento num ramo elétrico vai ocorrer no cabo, no contato, mas não numa emenda mecânica soldada. Ao contrário, este ponto é o mais forte e reforçado.
    Se bem feito, ele sequer chega a aquecer, o que pode ocorrer ao longo do fio e muito comumente num contato elétrico.

    O elemento fusível que você citou queima por aquecimento, devido ao seu ponto de fusão baixo. Ele se funde e rompe. É uma aplicação bastante particular do material que faz parte de uma liga utilizada em solda. Mas, na soldagem que mencionei, a área de contato é homogênea e muito maior, não ocorrendo jamais o "efeito fusível".
    Na minha casa, só de aparelhos de ar-condicionado são 6 unidades, muitas vezes com algumas ligadas simultaneamente, inclusive com chuveiro, lâmpadas, etc. Não ocorre qualquer aquecimento das emendas, como costuma ocorrer com aquelas somente mecânicas.
    A soldagem de emendas elétricas é regra nas instalações que eu faço, lembrando que ela não substitui a mecânica, apenas complementa-a, afastando muitos problemas comuns destas.
    Infelizmente, esta prática não é comumente adotada pelos projetistas de instalações elétricas.

    Eu mesmo já comentei diversas vezes que acho um absurdo algumas soluções atenderem muito bem a equipamentos médicos, vídeo, telecomunicações, computadores, etc., mas não serem adequadas para áudio. Mas, essa é uma observação que faço em universos distintos.
    Se você tiver oscilações de contatos de pouca duração ou com frequências elevadas, não vai perceber isso em lâmpadas, motores e outros dispositivos, mas, certamente vai perceber interferências e ruídos em áudio.

    Quer um exemplo? A frequência de 60 Hz da nossa rede elétrica não faz o brilho de uma lâmpada incandescente oscilar, ou provoca variações de temperatura na mesma frequência de uma resistência elétrica, mas num circuito de áudio ela é extremamente prejudicial (hummmmm........).
    Assim como induções de RF não provocam danos em computadores e muitos equipamentos digitais e com fonte chaveadas, mas no áudio provoca alterações bem audíveis.

    A quase totalidade dos equipamentos industriais não sofrem com induções de transmissões de radio-frequência, mas veja o que acontece com muitos equipamentos de áudio próximos a antenas transmissoras de rádio comercial.
    Outro exemplo? Quem nunca atendeu o telefone celular perto de caixinhas de áudio de computador e percebeu um ruído de forte interferência, mas o computador deixou de funcionar?
    Aparelhos de vídeo, principalmente analógicos (TVs mais antigas de tubo) também sofriam muito com interferências e oscilações elétricas, inocentes para muitos outros eletrodomésticos.

    Lembrando que equipamentos industriais normalmente são bem mais "resistentes" às variações de rede e indução de ruídos elétricos, muito comuns em instalações elétricas industriais do que em residenciais.

    Eu também utilizei muito essas conexões de wire wrap. Você se lembra porque dávamos tantas voltas de fio nú no terminal? A corrente que circulava era tão baixa que bastava uma volta para proporcionar um contato bem dimensionado. Mas, sabíamos que sempre haveria "infiltração" de ar e umidade entre o fio e o terminal, e a grande quantidade de voltas aumentava muito a área de contato, reduzindo eventuais riscos de deterioração do contato, que ainda assim ocorria algumas vezes.
    Essas conexões também substituíam as conexões elétricas com efeito mola, que como já mencionei acima, sempre foram bastante precárias. Lembra-se dos seletores de canais do velhos televisores? (eu tinha uma ABC A Voz de Ouro que nunca me deixará esquecer esse aborrecimento... )

    Depois abordo melhor este tema, pois estou em viagem e está difícil digitar.

    Abração
    Eduardo

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  10. #20
    Citação Enviado originalmente por KANAHA Ver Mensagem
    Eu gostaria de opiniões de engenheiros eletricistas e de eletrotécnicos, para que a discussão tenha embasamento técnico/científico.
    Cláudio,

    Pôxa !!! Que desprezo !!! Estou dando todo o embasamento "técnico-científico" que posso com a minha formação em engenharia elétrica (6 anos), meu curso técnico em eletrônica de 4 anos, e algumas dezenas de cursos de especialização na área, incluindo projetos com circuitos integrados, robótica, instalações industriais, iluminação, controles industriais, ruídos elétricos, etc... etc... etc... Tenho um arsenal de instrumentos de medição até hoje em casa, coisas que muitas oficinas sequer possuem.
    Também atuei como professor da formação de Comandos Elétricos no SENAI e outros treinamentos na área elétrica.
    OK... sou advogado também... e outras coisas mais....
    Eduardo

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