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Tópico: Amplificação para canal central aéreo de receivers para HT

  1. #11
    Citação Enviado originalmente por Tiago MCSP Ver Mensagem
    Eu sei que aqui tenho um yamaha aventage 2040, uso books bronze 2 de surround, de 90db de sensibilidade, e trio frontal silver 100, de 88db e woofer de 8 pol, com central silver 350, de três vias. A Monitor Audio recomenda o mínimo de 80w só para a central. O receiver nitidamente sofreu pra empurrar o trio, em comparação com o trio bronze que tinha antes. Espetei um integrado exaudi a610 nas frontais e o set se transformou.
    É o que estou escrevendo, antes de mais nada tem que ter corrente. Não adianta falar em potência (WRMS), tem que se pegar a sua capacidade de corrente efetiva, para aí sim poder entender quais as caixas serão utilizadas. O mais importante com relação a caixa, é a qualidade do projeto e materiais utilizados em sua fabricação, sensibilidade da caixa, impedância da caixa, dimensões da caixa dentre outros specs.

    E outra, talvez tenha sido mal entendido. Óbvio que os 13 canais não serão utilizados ao mesmo tempo, por isso mesmo que os specs das caixas tem que ser levados em consideração com informação de prioridade.

  2. #12
    Citação Enviado originalmente por Eduardo Ver Mensagem
    Marcelo,

    Como eu disse, se eu for abordar este tema, tenho material para umas 20 páginas, e tudo na minha cabeça.

    Abração
    Empatamos com relação aos ensinamentos memorizados e eu com mais de 190.000 mil visitas, mais de 120 páginas e agora fazendo 40 anos só de hobby?

    Não estou criticando sua atitude, e até entendo sua posição. Mais não podemos nunca descartar os specs das caixas, que é o elo final do sistema. E seguindo seu próprio entendimento, toda informação postada é válida. Pois só assim quem está chegando agora é que vai começar entender de fato a relação desempenho/potência (corrente).

  3. #13
    Exemplo:

    Um receiver com "X"corrente nunca vai ter o mesmo desempenho com uma caixa torre com 88 de sensibilidade a 4 ohms contra uma caixa book com 90 de sensibilidade a 8 ohms.

  4. #14
    Marcelo, não é isso que eu estou discutindo. Quem falou em desprezar especificação de caixas? Não era esse o ponto da discussão, e nem quero discutir isso porque não vem a este caso. Muito menos querendo medir conhecimento.

    Quando falo em informação técnica, é isso mesmo, abrir um novo tópico e levar um pouco desse conhecimento para todos. Posso escrever 20 ou 1.000 páginas sobre este assunto.
    Desculpe, mas além de advogado, empresário, fotógrafo, articulista, escritor, programador, condutor de 4x4 e outras coisinhas mais, sou técnico em eletrônica e engenheiro elétrico com ênfase em eletrônica, com mais de 50 cursos de especialização na área, inclusive na Europa e EUA. Fiz parte da primeira turma que fez curso e treinamento de robótica no Brasil, quando todo mundo ainda imaginava um robô como algo parecido com aquele do Perdidos no Espaço

    Montei meu primeiro amplificador com transistor de germânio, e depois muitos valvulados e caixas acústicas, e isso começou com 11 anos com meu tio que abriu a primeira oficina eletrônica no Ipiranga-SP.
    Hoje, com 56 anos, acho que aprendi um pouquinho...
    Aos 14 anos montei meu primeiro transceptor de radiocomunicação para faixa de 80m (eu era Radioamador e não "PX"), e já tinha uma oficina em casa para as minhas brincadeiras. Aos 18 anos já tinha uma oficina mais bem equipada que muitas autorizadas de marcas conceituadas. Fomos eu e o meu tio que achamos um erro de fabricação nas caixas do sistema Esotech da Gradiente.
    Hoje, ainda disponho de medidor de potência, mais de 10 multímetros, osciloscópio novo, geradores de áudio, medidor de distorção, simuladores de carga, decibelímetros, dois analisadores de espectro e muitos outros instrumentos. Todos sei usar e uso constantemente.
    Minhas atuais caixas para estéreo, por exemplo, levaram 4 anos entre projeto e execução, em conversas com técnicos e engenheiros de marcas muito conhecidas de primeira linha, pesquisas sem fim somadas a tudo que eu já tinha aprendido e experimentado antes, e posso afirmar que tem muitas coisas nessa área que nem posso comentar aqui. Fui proibido porque envolve confiança, e isso eu levo muito a sério.
    Fiz isso porque não me conformei com as "caixas respeitadas" da B&W, Wilson, Dynaudio, etc... que testei em minha sala mas nunca me agradaram, e depois fui descobrir o porque.

    A coisa não se resume só a corrente e potência, com certeza. Tem muito mais coisas que poucos tem acesso porque são guardadas a sete chaves, e para ter acesso a isso tive que conquistar muita confiança.
    Eu apenas comentei aqui que a preocupação anteriormente demonstrada de necessidade de mais potência pela inclusão de mais um canal não existia, dando uma pincelada em alguns conceitos básicos. Coisa que você concordou agora na mensagem número 634, apesar de não ser ainda exatamente o que eu quis dizer. Não se trata de nem todos os canais funcionarem ao mesmo tempo, mas do deslocamento de informação de um canal para outro. A inclusão de um canal a mais não significa que teremos mais informação a ser amplificada, mas que ela apenas mudará de lugar.
    Mas, no final das contas, o que interessa é que acabamos concordando que isso não é uma preocupação.

    Meu comentário sobre potência e corrente foi em relação à mensagem do Tiago, justamente para lhe justificar a diferença que encontrou ao incluir um integrado em seu sistema.

    Como eu sempre digo, isso para mim é apenas um hobby, sério, mas apenas um hobby. É que eu tenho mania de perfeição em tudo que faço, e isso acaba me levando a me aprofundar mais do que eu deveria.
    O conceito de som ao vivo x som real foi uma idéia minha, que desenvolvi, testei, acompanhei relatos, traduzi para o inglês e enviei para fora. Já foi abordado pela Stereophile e pela também americana Absolute Sound. As duas querem que eu forneça o restante do material que eu tenho sobre este tema para que publiquem isso em suas páginas, pois, como outros editores de publicações especializadas, inclusive européias (porém com receio de expor suas próprias limitações), acharam a idéia revolucionária e capaz de criar uma nova visão do hobby. Mas, não tenho tempo para isso hoje, o mais importante para mim era registrar fisicamente a idéia.
    Só lamento que lá fora dessem valor a esse trabalho, enquanto aqui, editores curiosos que acham que sabem tudo só porque "mexeram com áudio a vida inteira", mas não têm qualquer conhecimento científico, criticaram este trabalho, levantando todo tipo de crítica com os mais ridículos argumentos.
    Fazer o que? Por isso acabaram com revista e vivem hoje de artigos reprintados e ultrapassados. Tenho certeza que hoje eu sou muito mais procurado para testes em equipamentos do que aqueles, mas este não é meu objetivo. Não quero e nunca quis ganhar dinheiro com isso.

    Topa abrir um tópico para discutir este outro tema? Estou dentro

    Abração
    Eduardo

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  5. #15
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    Eu acho o seguinte, nenhum receiver hoje tem capacidade de reproduzir mais que 9 canais, acima disto precisa de amplificação externa.
    Quando me referi a este Denon, é que olhando as especificações, ele é menos potente que o Yamaha da linha A30XX
    Realmente o Eduardo tem razão, a potencia é uma só e vai ser dividida entre os canais.
    Eu também não entendo porque as pessoas querem sempre mais potencia, e via de regra para lugares pequenos.
    Enfim é isto da minha parte.

    Um abraço a todos.

  6. #16
    Citação Enviado originalmente por Reynaldo Ver Mensagem
    Eu acho o seguinte, nenhum receiver hoje tem capacidade de reproduzir mais que 9 canais, acima disto precisa de amplificação externa.
    Quando me referi a este Denon, é que olhando as especificações, ele é menos potente que o Yamaha da linha A30XX
    Realmente o Eduardo tem razão, a potencia é uma só e vai ser dividida entre os canais.
    Eu também não entendo porque as pessoas querem sempre mais potencia, e via de regra para lugares pequenos.
    Enfim é isto da minha parte.

    Um abraço a todos.
    Mas não adianta dizer isso aqui. O pessoal é muito sensível.
    Eduardo

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  7. #17
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    O maestro e regente Georg Solti, uma vez perguntado sobre que música ele ouvia em casa, respondeu: "ouço jazz, em volume baixo". Pode ser o posicionamento de uma única pessoa, vão dizer, mas a realidade é que a potência pouco importa em ambientes domésticos. O que realmente importa é a qualidade que o equipamento entrega aos ouvintes. Sabemos que em volume mais alto que o necessário, o cérebro cansa rapidamente. Mas, não sei porquê, a maioria olha em primeiro lugar a potência do aparelho, sendo que, como o Eduardo mencionou, em uma sala de 30 m2, a potência era de 6 w. Então, porque ficamos preocupados se o aparelho possui 80 ou 120 w?

  8. #18
    Isso é muito interessante, Luiz.
    Nosso ouvido consegue identificar em média variações de até 3db, ou seja, precisamos que o volume sofra uma alteração de nível de 3db para que consigamos notar, quando atentos, que houve uma variação.
    Mas, para cada 3db temos uma variação do dobro de potência, pois esta não é linear, e sim logarítmica, por essa razão o controle de volume do amplificador, normalmente um potenciômetro ou outro dispositivo similar, é logarítmico. Se assim não fosse, teríamos uma variação de volume bastante desproporcional e concentrada em uma faixa de ajuste.
    Sendo assim, um amplificador de 100W fornece apenas 3db a mais, ou seja, uma variação sutil de volume, quando comparado a outro de 50W.
    Se considerarmos que um de 25W é a metade de 50W, seria mais uma variação sutil, e assim se repete para 25, 12,5 e 6W.
    Baixa potência não significa baixo volume.
    Um dos editores da Revista Stereophile, com quem eu tinha bastante contato, comentou comigo que o amplificador que ele usava normalmente, o melhor na opinião dele, era um kit valvulado de 6W !!!

    OK... o volume vai mudar conforme a sensibilidade das caixas, das dimensões do ambiente, distanciamento das caixas, tratamento acústico, etc....
    Mas, mais uma vez, o ponto que queremos destacar aqui é essa preocupação com a potência.
    Eduardo

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  9. #19
    Pessoal é simples calcular a potência necessária para as suas caixas-acúticas em função da distância do ponto de audição ou onde você está sentado.

    O link que o Marcelo postou do Denon
    https://usa.denon.com/us/product/hom...vers/avrx8500h

    Lemos nas especificações: Foi medido com dois canais, na faixa de frequência de 20-20Khz , para 8Ohms 150W e 6 Ohms 109W.
    Este receiver pode segundo as especificações, reproduzir 13 Canais e para a reprodução Atmos ou Auros utiliza canais surrounds superiores.

    Para calcular quanto de potência você necessita para estourar os ouvidos (risos..).

    Exemplificando:
    Tomemos como exemplo as excelentes caixas da Dynaudio Countour 60. Lemos nas especificações.



    Sensitivity: 88dB (2.83V / 1m) = 1W
    IEC Power Handling: 390W
    Impedance: 4 Ohms
    Frequency response (±3dB): 28Hz – 23kHz


    sensibilidade de 88db a 1 Metro.

    Para entender esta medida leiam o artigo abaixo. Como não encontrei nada parecido em portugês.
    Após vocês saberão como os fabricantes utilizam estes dados.

    https://geoffthegreygeek.com/underst...r-sensitivity/

    De posse dos dados da Countour 60 entre nesta planilha online e calcule o equivalente em Db SP que esta caixa reproduz em função da distância. Claro que estes valores depende de “quanto” acusticamente é refletiva ou absorvente é a sua sala de audição. Mas os cálculos têm uma boa aproximação.

    http://www.cui.com/product/resource/...ors/buzzer-spl

    Spec/ original 88 original distance 1 M.
    Entre com a distancia e calcule.

    Como o Eduardo já relatou que esta medida é 0 logaritmo .
    Espero que lembrem do Colegial e calcule quantos Db deverão aumentar no amplificador para terem a audição desejada.

  10. #20
    Airton,

    Excelente contribuição

    Obrigado por compartilhar.
    Eduardo

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