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Tópico: Comentários em review da CAVI

  1. #21
    A defesa desta metodologia é algo sem igual.
    Fala-se muito, mas na prática mostra-se outra coisa. Como pode sobreviver uma metodologia baseada numa pontuação que até há pouco tempo tinha problemas de soma?
    Parece que começaram a usar a calculadora agora. Mas, e o que foi testado? O que vale? A classificação ou a soma real dos pontos?
    E quando se diz que mais de 235 produtos testados pela revista não passaram do mais puro placebo, e não se diz sequer o nome de um deles, o que se pretende? Proteger anunciantes? Levar o mercado a comprar produtos que não servem para nada?
    Afinal, não é intenção de uma revista, de um site ou de qualquer veículo de informação divulgar informações corretas para os seus leitores, sem omissões?
    Já tem tanta pilantragem neste mercado, e ainda tentam esconder mais de 235 delas?

    Apesar das constantes críticas que a revista vem fazendo aos fóruns de um modo geral, ainda bem que eles existem. Aqui não escondemos nada, e as participações valiosas de cada membro enriquecem de verdade esse nosso hobby, sem qualquer interesse de ordem pessoal e econômica. Por isso, numa aceitamos anunciantes e patrocinadores no Hi-Fi Planet, ou mesmo aqui no Clube.
    Vejam o tópico "A fonte que simplifica...". Eu nunca vi uma abordagem tão profunda sobre os temas ali tratados, e com muita propriedade pelos participantes e em especial pela dedicação intensa do amigo Tutu.
    Desprezar os fóruns não é algo aceitável. Deveriam aprender um pouco mais com eles, pois como eu já disse, temos inúmeras experiências, inúmeros especialistas de diversas áreas e pontos de vistas bem amplos de todos os participantes. Isso enriquece as discussões, e deveria ser visto como algo muito positivo. Sugerir que os participantes deveriam escutar música num equipamento que prestasse em vez de perder tempo escrevendo em fóruns, é algo realmente lamentável.
    Alguém aqui precisa se atualizar.

    Existem pontos que são básicos.
    Porque um anúncio de um cabo de um fabricante nacional apresenta as características e a tecnologia do cabo em um inglês assustador?
    Qual o objetivo de publicar extensas cartas de consulta para responder "quanto quer gastar?", ou algo assim. Responda ao e-mail diretamente e se publique uma carta que possa ser útil para a comunidade leitora. Esta é a intenção de se publicar cartas em qualquer revista.

    Os testes de vídeo estão insuportáveis. E o mais curioso é que são os mais longos, com extensas listas de equipamentos utilizados (muitos sem qualquer conexão com o teste) e com especificações em inglês. É nítida a intenção publicitária.

    Mas, tentar agora se colocar de vítima diante de um comentário de um vendedor de equipamentos que afirma que um produto foi "turbinado" para ser enviado para teste, é uma postura bastante infeliz. Afinal, se isso for mesmo verdade, o fato demonstra a má fé de quem enviou o equipamento e não de quem recebeu (portanto... porque defendê-lo e se colocar como vítima?), e merece uma reflexão melhor. Afinal, se o mundo todo se preocupa com essa questão, porque aqui em nosso amado país o fato deve ser tratado como "fantasia de pessoas com problemas psicológicos" ou como uma "teoria da conspiração"?
    Nesta última edição, afirmou-se que até o amaciamento dos "jumpers" de bicablagem de determinada caixa acústica precisou ocorrer para diminuir a "sujeira" do som ("sujeira"... gostaria de saber o que é isso...). Em outra, que o som de um toca-discos só melhorou depois do amaciamento dos cabinhos da cápsula !!!
    Se isso tudo é mesmo fato, então fica claro que pequenos detalhes podem mudar totalmente o desempenho de um produto. Porque não acreditar que um fabricante ou um distribuidor faça estas pequenas alterações no produto antes de enviá-lo para teste?
    Se existe a possibilidade, se inúmeras publicações pelo mundo se cercam contra este fato (nos mais diversos segmentos), porque achar que os participantes de fóruns têm distúrbios psíquicos em pensar isso?

    Não podemos é generalizar. Isso é um perigo. Sabemos que existem profissionais honestos e muito competentes. Mas, sabemos também que mais de 235 produtos que não serviam para nada foram enviados para teste na revista com inúmeras promessas de fazerem milagres pelos nossos sistemas. É preciso cuidado.
    Será que estes mais de 235 placebos também não fazem parte de outra "conspiração"?

    Caramba !!! Eu levei uma bronca quando escrevia para uma revista e critiquei um equipamento de um anunciante que, de tão ruim, levou notas baixas no mundo inteiro (menos na revista em questão). Ele travava, não foi aprovado sequer para receber o selo de compatibilidade com o padrão da época pois os recursos não funcionavam, custava uma fortuna e era uma verdadeira bomba.
    Queriam que eu reescrevesse a avaliação e a publicasse como uma correção!!! O fabricante me enviou e-mails até oferecendo o produto (tenho os emails até hoje... jamais digo algo que eu não possa provar amanhã e reverter uma acusação contra o seu autor).
    Eu não admiti fazer o que me pediram, e por sorte a publicação só foi feita porque o editor estava viajando e não leu o texto. Preferi deixar a revista, já que aquela atividade era apenas um hobby, um desejo de colaborar de FORMA HONESTA com o mercado. Sequer eu cobrava pelas reportagens.
    Aqui podemos notar o forte peso que os fatores comerciais exercem.

    Há saída para isso? Sim, há.
    Que se cobre mais caro pela revista e se diminua o lucro, aumentando as reportagens precisas e o interesse do leitor.
    Não se tenha tanta dependência dos anunciantes. Inúmeras publicações fazem isso em outras áreas.
    Não é raro encontrar produtos de marcas consagradas duramente criticadas nas páginas da What Hi-Fi, chegando mesmo a não ter a sua compra recomendada e ainda com outras sugestões apontadas.
    O que acaba com uma bela história é a mentira, e não a verdade. Por pior que seja a verdade, é a única coisa que mantêm o respeito e a confiança numa relação, mesmo entre uma revista e seus leitores.

    A revista tem os seus acertos. A inclusão de um CD em cada edição merece os nossos elogios, mesmo com os inúmeros "downloads" que existem por aí. É uma iniciativa elogiável.
    O fato de ser a única revista impressa brasileira direcionada ao mercado de áudio hi-end (se bem que hoje virou uma mistura que inclui até videogames e máquinas fotográficas) também é algo importante.
    Mas, não se pode perder a coerência pela defesa de pontos que deveriam ser melhorados, e não provocar indignação.
    Críticas são sempre positivas, e devem ser vistas desta forma.

    O espaço continua aberto para a manifestação livre.
    Eduardo

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    www.hifiplanet.com.br

  2. #22
    Traduzindo livremente a citação do Ricardo:

    "Eu contribuo para muitos fóruns online de áudio, incluindo aqueles destinados para audiófilos e entusiastas de home theater, bem como fóruns frequentados por engenheiros de gravação profissionais e amadores. Muitas vezes sou frequentemente surpreendido não só pela falta de interesse em saber como funciona o mecanismo de áudio, mas também pela hostilidade expressa por algumas pessoas nas explicações baseadas na ciência. Estou curioso para saber o que mudou desde os velhos tempos e que levou os audiófilos a perderem o interesse nos aspectos técnicos do seu hobby, e o porquê disso ".

    Só para colaborar com os amigos que não possuem tanta afinidade com o inglês.
    Eduardo

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  3. #23
    Obrigado Eduardo.

  4. #24
    Desligado
    Data de Ingresso
    Jun 2012
    Localização
    Porto Alegre RS
    Mensagens
    499
    E viva a seriedade .

  5. #25
    * Membro VIP * Avatar de fibra
    Data de Ingresso
    Apr 2011
    Localização
    Campinas - SP
    Mensagens
    4,813
    Eu penso que as publicações em papel estão perdendo muito terreno para os foruns na internet.

    Medidas desesperadas ?
    █ AMD FX-8350 @ 4.7GHz █ Thermaltake Water 3.0 Performer █ Gigabyte 990FXA-UD3 Rev. 4.0 █ Corsair AX860 Full Modular 80 Plus Platinum █ Kingston HyperX Fury Blue 1866MHz HX318C10F/8 (1 x 8GB) @ 2099MHz [CL9,11,10,30,42] █ 3 x Samsung 840 EVO 120GB SSD em RAID0 █ AMD Radeon HD3870 core@900MHz mem@1250MHz █ Corsair Carbide Air Series 540 █ NZTX's Sentry Mesh Fan Controller

  6. #26
    Vejam o tópico "A fonte que simplifica...". Eu nunca vi uma abordagem tão profunda sobre os temas ali tratados, e com muita propriedade pelos participantes e em especial pela dedicação intensa do amigo Tutu.
    Obrigado Eduardo pelas palavras!


    Fiquei muito feliz pelo Thomé ter sido convidado para escrever sobre áudio na revista CAVI.
    Ele é o Maior conhecedor de áudio hiend que conheço , junto com o Pedro,
    são pessoas da maior integridade e meus amigos.
    Este mês repararemos um erro e descontaremos 500 reais do seu salário.
    -É que no lugar de ir trabalhar vc está lendo o que escrevo.

  7. #27
    Vamos torcer para que o Thomé consiga abrir a visão da administração da revista para o que sentem e esperam os seus leitores.
    Eu já enviei alguns emails com críticas construtivas, mas, as cartas selecionadas para publicação parecem seguir uma linha bem diferente, e críticas não parecem ser bem-vindas...

    Recebi um email esta semana de um leitor do Hi-Fi Planet comentando que o último número que ele leu foi de abril deste ano, e que definitivamente perdeu a confiança na revista.
    É triste isso. A única publicação brasileira impressa sobre o assunto não apresenta a confiabilidade desejada pelos seus leitores, e não demonstra a menor vontade de mudar isso.

    Ele comenta que só nesta edição, por exemplo, identificou o descaso com o leitor em vários pontos:

    - A foto da cápsula de toca-discos testada consegue tomar uma página inteira, e o pior é que falta a agulha na cápsula !!! (será que gastou nos testes?)
    - No teste de um pré de phono, novamente se gastou uma página inteira com a sua foto, depois mais uma página e meia com a "história" do articulista na audiofilia, quase uma página explicando para que serve um pré de phono, pouco mais de meia página com o teste realmente e a conclusão repetitiva de tudo. (está na hora de acabar com aquelas longas historinhas pouco úteis em cada teste...)
    - Nas especificações de um CD player é informado que a relação sinal/ruído é de "-70dB (MM) / -60dB (MC)". É o primeiro leitor de CD que vimos que usa cápsulas de vinil... curioso.
    - Mais adiante, em mais um superficial teste de vídeo com longas listas de mídias e equipamentos utilizados (muitos inexplicáveis pela sua total inutilidade no teste em questão), o autor comenta sobre o projetor testado: "O cabo de força é destacável de 3 pinos - padrão que é atualmente utilizado em equipamentos hi-fi. Este tipo de conector AC facilita a instalação...", mas, no mesmo teste, em algumas linhas mais a frente na mesma página, ele cita: "O projetor vem com cabo de força fixo de 3 pinos, padrão ABNT -nova norma... O cabo de força universal destacável era importantíssimo para facilitar a instalação dos produtos...". E agora? quem explica? E a pontuação do teste segue qual afirmação? Como pode uma metodologia sobreviver a tamanha confusão?
    - A avaliação de áudio do projetor (em menos de 6 linhas) informa que "o som é rico e livre de "buzz"... Impressionante !!!
    Fora outras observações também bem curiosas.

    Será que caberia aqui uma teoria da conspiração também?
    Apesar das críticas do editor contra os fóruns e nós "foristas que falam bobagens", ainda bem que temos este e outros espaços para corrigir e enriquecer estas informações.

    O espaço continua aberto para a manifestação da revista, onde garantiremos que ninguém será hostilizado aqui em sua participação.
    Eduardo

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  8. #28
    Concordo com tudo o que foi dito neste tópico, e gostaria de adicionar meus 2 centavos.

    É possível ter uma revista nos moldes clássicos (sustentada por leitores e por anunciantes) e ainda assim preservar a independência/imparcialidade/honestidade editorial. A única diferença é que se lucra menos - porque se capta menos anúncios, ao menos num primeiro momento. Mas, a médio prazo, essa lógica se inverte: uma publicação íntegra tende a conquistar mais leitores, e de posse dessa audiência consegue captar anúncios sem fazer concessões editoriais.

    Pensem como seria legal se existisse uma revista que realmente testasse os equipamentos, criticasse o que tivesse de ser criticado, e apontasse qual é a melhor escolha em cada segmento de mercado (qual a melhor TV de 46" ou o melhor celular até R$ 1.000, por exemplo). Só que nenhuma publicação faz isso no Brasil. Então os consumidores vão às lojas sem nenhuma informação para realizar boas escolhas. Eles querem desesperadamente escolher o melhor - e certamente pagariam R$ 15 por algo que trouxesse orientações honestas.

    Então se há público para uma revista honesta, e presumivelmente há empresas querendo anunciar para esse público, qual é o problema? Por que a tal revista não existe?

    Porque não há jornalistas especializados em quantidade suficiente. Há pouquíssimos jornalistas habilitados a fazer testes objetivos, utilizando os instrumentos e as técnicas necessárias, de aparelhos eletrônicos. Quase todos os profissionais da área, e sei disso porque já estive nela, carecem de conhecimentos específicos - e não têm capacidade de questionar as alegações dos fabricantes, nem interesse em fazer isso. Para eles é mais fácil, e mais vantajoso, transcrever os press-releases.
    Última edição por amadeoGT; 30-08-13 às 15:30.

  9. #29
    Citação Enviado originalmente por amadeoGT Ver Mensagem
    Para eles é mais fácil, e mais vantajoso, transcrever os press-releases.
    O pior é que os testes têm mesmo essa cara... e os de vídeo então... só falta escrever num canto "Informe Publicitário"...
    Eduardo

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  10. #30
    Mesmo não sendo desta área específica de interesse, existe um site que sempre consulto: http://www.cameraversuscamera.com.br/

    A organização, valores e comparações são sempre de grande valia para os consumidores. Acredito que os custos de uma publicação escrita e os interesses econômicos envolvidos, bem como a forma como esses interesses vêm manipulando o mercado, inviabilizam uma revista impressa sobre áudio e vídeo com a mesma característica daquele sobre equipamentos fotográficos.
    Um Abraço,
    Marcello.


    - Ainda acho a qualidade da música mais importante que a qualidade do audio. Espero evoluir nisso um dia! -

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